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FESTIVAL DE FOLCLORE

19 abril 2018


ALMOÇO ANIVERSÁRIO







A exemplo de anos anteriores, realizou-se no passado domingo o almoço de aniversário, este ano esgotadíssimo, pois as inscrições excederam as expectativas mais otimistas.
O salão Paroquial foi pequeno para receber todas as pessoas, e o mau tempo impediu de expandir o salão para o exterior, como já fizemos em anos anteriores, o que impossibilitou receber as inscrições de última hora, o que muito nos entristeceu.
A enorme adesão é sinal do apoio de tantos ao trabalho realizado por esta associação que completa este ano trinta anos de actividade ininterrupta e que ano após ano, reúne esforços e congrega energias para se renovar e continuar a caminhar.
O almoço para além de ser uma oportunidade de reunir os nossos amigos é também uma forma de angariação de fundos para o desenvolvimento do extenso plano de atividades desta Associação. Reunimos à nossa mesa, amigos de longa data, familiares de componentes, Alviobeirenses, uns de nascimento outros de coração, tantas pessoas que se identificam com a forma de ser, estar e de fazer deste rancho e que por isso ano após ano, são presença assíduo nos nossos almoços e nas nossas actividades. A todos aqueles que quiseram comparecer neste almoço, alguns deles, fazendo vários quilómetros, num dia cinzento e chuvoso, o nosso sincero agradecimento.
A grandeza dos Homens mede-se pela capacidade de dar e partilhar acima de qualquer interesse ou utilidade, são esses os valores que agigantam as pessoas e as tornam "grandes", especiais, inteiras.
Trinta anos de uma Associação que sabe rir de si própria e valha-nos isso. E se o humor é uma questão de sobrevivência, continuaremos a rir e a fazer sorrir, porque este Rancho quer (sobre)viver durante muitos anos.
Este ano prestámos uma pequena homenagem às muitas mulheres que passaram por este grupo e fizeram dele aquilo que ele é hoje; as muitas mulheres que passaram por esta terra e nela trabalharam, edificaram e formaram famílias; as muitas mulheres que passaram na nossa comunidade e a tornaram melhor, mais forte e mais humana. Se em 1900 a mulher era uma maioria silenciosa, a verdade é que, ainda hoje ela continua à espera de ser uma maioria a uma só voz.
Dedicamos esta homenagem a uma componente, também ela mulher, a Céu esteve presente no nosso pensamento e a sua ausência forçada continua a provocar revolta e incompreensão.
Dando continuidade às comemorações do nosso 30º aniversário, realizar-se-á no próximo sábado dia 21 de abril pelas 21H no Centro Recreativo e Cultural de Alviobeira, o Festival de Folclore e para encerrar com chave de ouro a Gala de Aniversário no dia 28 de abril.

ESPETÁCULO "RETALHOS"








2018... O ano que fazemos 30 anos!
O Rancho Folclórico e Etnográfico de Alviobeira foi fundado a 24 de Abril de 1988 e surge da iniciativa dos jovens da aldeia, para colmatar a falta de ofertas, culturais, artísticas e desportivas que se faziam sentir.
Desejosos de fazer mais que passar os dias nos cafés da aldeia, os jovens arregaçaram as mangas e com a ajuda de toda a comunidade lançaram as primeiras bases do que viria a ser o RFEA.
Os seus principais objetivos passam pela recolha, preservação e divulgação dos usos e costumes dos seus antepassados nos finais do século XIX, princípios do século XX. Recolher e preservar hoje para outros conhecerem amanha foi sempre uma preocupação deste grupo que fez uma recolha exaustiva de usos e costumes da sua terra e das suas gentes. Com o passar dos anos, com acesso a novas tecnologias, com a saída de muitos jovens para a universidade e acesso a outros mundos, este grupo soube renovar-se e desenvolver diversos projetos assentes em três pilares principais: cultura, tradição e inovação.
Hoje o RFEA é um marco na história da freguesia, do concelho e do país e o seu nome está associado e o seu trabalho reconhecido como sério, ousado e empreendedor.
O trabalho do RFEA passa pela: recolha/ pesquisa, estudo, divulgação, recriações, salvaguarda do património material e imaterial, encontro geracional, desenvolvimento social, económico e cultural da terra e do concelho.
Desenvolve atividades no âmbito da etnografia, folclore e artes performativas contemporâneas.
O RFEA é membro efetivo da Federação do Folclore Português e membro do INATEL
É constituído por 60 membros ativos, com idades compreendidas entre os 6 e os 70 anos de idade. (Novas sinapses são geradas com novas vivências e encontro geracional).
Trinta anos de dedicação, entrega e muito trabalho...mas também de sonhos projetos e conquistas.
A vida é como uma manta de retalhos que se vai costurando, sem saber muito bem qual vai ser o resultado final, cheia de momentos, pessoas, sentimentos e histórias.
Vai-se tentando encaixar os retalhos, alguns parecem perfeitos, feitos à medida, enquanto outras precisam ser reposicionados ou recortados.
Mas o importante é sempre o resultado final, a história vivida e partilhada.
Este é o tema do espetáculo "RETALHOS" que foi apresentado no CRC Alviobeira no passado dia 7 de Abril e que foi o mote de abertura das comemorações do 30º aniversário desta Associação.
Sempre que completamos mais um ano de vida paramos para uma reflexão. Trinta anos é também altura de parar para pensar.
Um momento de lucidez, de encarar os fatos, de olhar para trás e ver o caminho percorrido e é nessa altura que chega um calafrio junto com a coragem e a vontade de fazer-se mais.
Para o RFEA 30 anos é só o início. Início de uma caminhada que é longa, desafiadora, competitiva, com curvas e subidas, onde muita força deve ser aplicada, mas muito carinho deve ser compartilhado, porque 30 anos é só o início para tudo o que almejamos para o Rancho de Alviobeira

UM SONHO DE 30 ANOS

04 abril 2018


SERRAR DA VELHA EM VERSÃO A TARDE É NOSSA





Este ano o serrar da velha foi apresentado em versão de programa televisivo.
A Tarde é Nossa foi um programa muito especial, todo ele dedicado à tradição do Serrar da Velha, ao dinamismo do RFEA e de Alviobeira.
Para falar da tradição, do Rancho e de Alviobeira, estiveram em estúdio diversas personagens tão bem conhecidas do panorama social e político da freguesia e do concelho.
Desde que o Rancho decidiu fazer a recriação da tradição, tem vindo a apresentá-la ao público das mais diversas formas, mas sempre recorrendo ao humor, sátira e ironia.
Os menos "corajosos" preferem ficar no café, a jogar dominó ou em frente à televisão, manifestando um aparente desinteresse no Serrar da Velha e falta de consideração pelo trabalho desenvolvido pelo mesmo (comportamento não condizente com os valores do associativismo), apenas para não serem confrontados com o testamento da velha que por vezes é incómodo e embaraçoso.
Aqueles que querem apoiar o Rancho, divertirem-se e "matar" a curiosidade sobre o testamento, não perdem o Serrar da Velha e nem o mau tempo os demove desta atividade, que já a alguns anos faz parte do plano de atividades do Rancho e é sem dúvida um espetáculo mais direcionado para a população da freguesia, pois os momentos, assuntos e pessoas retratadas são na sua maioria apenas identificadas pelas pessoas da aldeia.
Com o objetivo de explicar a tradição, para quem ainda não está familiarizada com a mesma e proporcionar uma noite de diversão, criou-se o espetáculo do passado sábado, que aliou a reflexão teórica sobre o tema a momentos de humor.
Este ano a velha, talvez por estar concentrada nas comemorações do 30º aniversário do RFEA, foi meiga e o testamento reduzido às pessoas que estiveram presentes no programa.
Uma palavra de agradecimento aos “artistas” que não sendo profissionais, desempenham o papel com total entrega e profissionalismo.
Que a capacidade de rirmos de nós próprios e dos outros esteja sempre presente nas nossas vidas. Só assim vale a pena viver.


SERRAR DA VELHA

19 março 2018


MERCADO À MODA ANTIGA

24 outubro 2017


RETALHOS

12 outubro 2017







Foi no passado sábado, dia 7 de Outubro pelas 21H30 no salão da Associação Recreativa e Filarmónica Frazoeirense que apresentámos o espetáculo Retalhos.
A data era importante, afinal não é todos os dias que uma associação comemora cento e setenta e seis anos de atividade ininterrupta. Para quem vai a caminho dos trinta, parece uma data longínqua e de difícil alcance.
Reconhecemos nesta associação semelhanças com a nossa, embora uma se dedique à musica filarmónica e a outra ao folclore, a verdade é que ambas primam pela dedicação, entusiasmo e dinamismo, sendo ambas marcos importantes na cultura da sua terra e do seu concelho.
A Frazoeira é uma terra com “personalidade”; não sei se pelas belas quintas e solares existentes, pelas árvores centenárias, pela proximidade da mística aldeia de Dornes, a verdade é que quando ali chegamos parece que recuamos no tempo e ficamos completamente rendidos à beleza e à imponência do património material ali existente, silêncios que falam e que parecem ter tanto para contar.
A beleza e a grandiosidade dos solares não deixa ninguém indiferente, eu chamei-lhe “grandiosidade serena”, o que quer que isso possa significar. O ambiente que se respira leva-nos a imaginar histórias e contos, guardados misteriosamente em cada pedra, em cada árvore, em cada casa.
Uma terra “encantada” que cheira a verde... “ o verde nasce, os pássaros um azul quente...
Uma terra aqui tão perto de nós mas uma mística diferente. A mim bastou-me algumas horas no local, para ficar fascinada e para na minha cabeça começar a fervilhar mil ideias para espetáculos que ali tão bem se enquadravam.
Mas este silêncio não significa que a Frazoeira seja uma terra parada no tempo, pelo contrário, é uma terra que a exemplo de Alviobeira muita coisa acontece. O passado convive harmoniosamente com um presente ativo, dinâmico, culturalmente e socialmente falando. Há 176 anos que esta associação tem desenvolvido um trabalho ímpar para o crescimento, dinamização desta terra e das suas gentes. Aqui o passado e o presente convivem lado a lado sem atropelos nem guerras.
Foi nesta terra de fascínios que Retalhos foi apresentado.
Contrastes que podem parecer ao acaso, mas que querem dizer muita coisa: numa noite quente de Outono que mais parecia de verão, um espetáculo “moderno” mas que falava de histórias passadas, uma terra serena mas a fervilhar de cultura.
Foi assim rodeado de contrastes que o RFEA levou a palco o espetáculo RETALHOS.
Fomos recebidos com amabilidade e desde o primeiro momento sentimo-nos em casa.
Agradecemos o convite que muito nos honrou, esperamos ter estado à altura das expetativas e expressámos aqui os votos de no futuro continuar a desenvolver esta pareceria que tem tudo para dar bem.

MERCADO DA REPÚBLICA











Foi no passado domingo dia 8 de outubro, que decorreu o Mercado da República em Tomar, uma organização do Conselho Técnico da Federação do Folclore Português, com a participação de todos os Ranchos do Concelho de Tomar. 
O Rancho de Alviobeira também marcou presença, levando para o mercado os seus produtos, cheiros e sabores, temperados com a sua habitual boa disposição.
O dia amanheceu quente, avizinhando-se um dia difícil e longo. Na noite anterior tínhamos vivido momentos intensos na apresentação do espetáculo Retalhos na Sociedade R. Filarmónica da Frazoeira, integrado nas comemorações do seu 176 aniversário e se o espírito se encontrava ainda a "levitar" as pernas e os pés massacrados por uma semana de intensos ensaios, pareciam não corresponder a essa leveza de espírito.
Um dia de mercado é sempre difícil, cansativo e este foi ainda agravado pelo intenso calor que se fazia sentir, parecendo mais um dia de Verão que de Outono, mas também é um dia de emoções fortes, intensas e inesquecíveis. O contacto com as pessoas, torna o mercado interessante e desafiante, principalmente com os muitos estrangeiros que visitaram o mercado, e se interessaram pelos produtos à venda, solicitando informações sobre o mercado, os produtos e sobre o grupo. Nós, poliglotas que somos, lá fomos explicando em francês, inglês, espanhol e até em italiano, quem somos, o que fazemos e vendemos, conversas tidas entre a azáfama da venda, porque também é para vender os nossos produtos e realizar dinheiro que ali estamos.
Conciliando os ensaios de Retalhos, com a preparação dos produtos e de todos os utensílios a levar para o mercado, conseguimos ter as coisas prontas no domingo de manhã, no fim de contas já estamos habituados ao stress dos mercados.
Depois de tudo preparado, fica ainda a difícil e árdua tarefa colocar tudo dentro das carrinhas. Pode parecer fácil mas não é, e aos poucos como se de um puzzle se tratasse, lá vamos encaixando as cestas, caixotes, canastras, bolos e afins e depois de várias tentativas, de pôr, tirar e voltar a pôr lá conseguimos fechar a porta da carrinha. 
Sentimos um prazer e um orgulho gigante de vender no mercado os "nossos" produtos, produzidos, confecionados e preparados pelos elementos do Rancho. Ali não há nada que não venha da generosidade, habilidade e trabalho dos componentes do Rancho, familiares, vizinhos e amigos e todos os produtos trazem com eles uma história e um nome, "retalhos" da nossa história e da nossa vida.
A nossa agua pé foi feita a 26 de Agosto, na Quinta da Runfeira, as nozes apanhadas de uma nogueira no Touco, que nos foi amavelmente cedida pela Albertina e João e que as suas nozes apanhamos no dia 1 de Outubro, as passas de uva apanhadas na Runfeira e lá secas ao sol sob os cuidados da Almerinda, o pão cozido na torre pela Marisa e Ricardo e em Ceras pelo Carlitos, assim como as brendeiras de petingas, azeite e cebola; as petingas pacientemente assados na brasa pela Luísa Leal, assados no forno pela Anabela, fritos pela Almerinda e à escabeche pela D. Isabel, os pasteis de Bacalhau preparados pela Paula, os bolos deliciosos confecionados por vários componentes, os licores misteriosamente preparados pela Ti Júlia, a marmelada da Luísa, o café e os sonhos da Cidália, os sabonetes feitos pela Beta e os muitos produtos do campo, trazidos dos quintais dos vários elementos do RFEA; fizeram as delícias de todos aqueles que tiveram a possibilidade e o privilégio de os saborear.
No que diz respeito a mercados, somos uma máquina gigante que trabalha afinadamente e em grupo para o sucesso dos mesmos.
E assim foi mais um Mercado da República, por cá continuamos em modo de mercado, preparando o nosso Mercado à Moda Antiga que terá lugar no próximo dia 29 de outubro na Rua do Comércio, em Alviobeira.
Apareça e faça ALVIOBEIRA ACONTECER

MOSTRA DE CHEIROS E SABORES E ENCONTRO DE FOLCLORE INFANTIL












No início do Outono chegam os Cheiros e Sabores a Alviobeira, esta é uma iniciativa conjunta do Rancho de Alviobeira e do Conselho Pastoral Paroquial com a colaboração dos vários lugares da Paróquia.
O evento vai já na sua XI edição e agrega à mostra de cheiros e Sabores o Encontro de Folclore Infantil que este ano contou com a presença do Grupo da casa, do Rancho Infantil "As Pedrinhas" da Sicó - Abiul e do Grupo de Tradições Infantis do R. Folclórico de S. Miguel de Carregueiros- Tomar.
A edição deste ano dos "Cheiros e Sabores" foi buscar nos jogos tradicionais inspiração para a decoração das tasquinhas e para a animação do próprio evento.

Durante todo o dia foi possível para além de saborear os vários pitéus dos doces aos salgados, brincar nos jogos tradicionais.

A quem percorreu as diversas tasquinhas foi possível, treinar a pontaria no jogo das latas do Chão das Eiras, fazer habilidades no jogo do peão de Alviobeira, puxar pela cabeça no jogo do galo do Rancho, por à prova a forma física e a rapidez no jogo dos sacos de Ceras, medir forças no jogo da corda do Ventoso e brincar no Freixo.

Também o Rancho Infantil de Alviobeira desenvolveu a sua atuação à volta do tema brincar, desenvolvendo várias brincadeiras e jogos infantis que foram passando de geração em geração, mas que hoje com a modernidade e com os avanços da tecnologia correm o risco de serem esquecidos se não fizermos um esforço conjunto na sua recuperação.

Antigamente as crianças não tinham tantos brinquedos como as de hoje e, por isso, tinham que usar a criatividade para criá-los. Usavam troncos de madeira, pedrinhas, pinhas, para fazer animais, além de brincadeiras como o peão, a macaca, cantigas de roda, anel anel, entre muitas outras, e assim, se divertiram por décadas e décadas.

Embora o Outono tivesse chegado na semana passada, o sol fez questão em marcar presença nos "Cheiros e Sabores" e brilhou durante todo o dia, iluminando o adro da Igreja de Alviobeira, que se encheu de cor, cheiros, sabores e saberes, proporcionando um dia agradável de convívio entre vizinhos, paroquianos, amigos e visitantes.

Eu gosto do cheiro da minha terra, é único e especial assim como é a minha terra e por isso esta mostra de Cheiros e Sabores cheira a Alviobeira, e aos diferentes lugares da Paróquia também eles com cheiros tão próprios e tão deles.

Se pedirem para descrevê-lo, não saberei fazê-lo, mas sabe a doce, salgado, ácido e amargo, é picante e aromatizado, suave e intenso, quente, morno e frio, aquece o coração, refresca o corpo e sacia a alma.

Este é o cheiro e o sabor da minha terra... da nossa terra... o cheiro de uma Alviobeira pequena mas acolhedora, simples mas brilhante... de uma Alviobeira que acolhe neste dia todos os lugares da Paróquia e que ganha outra dimensão, uma Alviobeira pequena mas do tamanho do mundo e da generosidade de todos os que nela trabalham para fazer Alviobeira Acontecer.