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MERCADO À MODA ANTIGA

30 outubro 2018


















Depois de nos brindar nas edições anteriores do Mercado à Moda Antiga, com chuva, tempestades, trovoadas, calor intenso, este ano o S. Pedro continuou a fazer das suas e brindou-nos com frio de rachar. 
Uma frente gelada, vinda não sei de onde invadiu a Rua do Comércio e por lá permaneceu durante todo o dia e nem os raios de sol que apareceram foram suficientes para aquecer o corpo regelado. 
Mas se por um lado a sexta edição do Mercado à Moda Antiga foi marcada por um frio constante, que gelou as mãos, os pés e todo o corpo; a alma, essa não foi afectada e permaneceu aquecida pelos gestos de amizade e pela presença de muitos que ano após ano continuam a fazer questão em marcar presença. 
É desta presença assídua e permanente que nasce a motivação de tantos, que dedicam, em regime de total voluntariado, horas e mais horas da sua vida a este pequeno “grande” projecto que dá pelo nome de Rancho Folclórico e Etnográfico de Alviobeira.
De grande envergadura para um pequeno e simples Rancho que vive da generosidade dos componentes, familiares e amigos, o Mercad
o à Moda Antiga tem uma logística gigante que obriga a uma preparação feita com muito tempo de antecedência, divisão de tarefas, planeamento, organização, força de vontade, total dedicação e envolvimento de toda a comunidade. 
Muitos são os produtos vendidos no Mercado, na sua maioria obtidos através da generosidade das pessoas e nunca usados como moeda de troca. 
Já na sua sexta edição, o Mercado à Moda Antiga, este ano e pelo segundo ano consecutivo decorreu a par de uma Mostra de Artesanato no largo do Coval.
 A animação esteve a cargo da prata da casa com o Grupo de Robertos, do Tomás Rodrigo, do Rancho Infantil de Alviobeira, do Rancho “As Lavadeiras da Asseiceira” e dos amigos João e Paulo com as suas desgarradas que cativam todas as pessoas. 
Animaram ainda o Mercado os pregões e a movimentação que o Rancho de Alviobeira tenta incutir ao mesmo, tentando aproximá-lo daquilo que acontecia à cem anos atrás.
Findo o mercado e passada uma noite mal dormida, porque embora o cansaço seja muito e o corpo esteja praticamente morto a cabeça continua a mil, o primeiro balanço é positivo, o Mercado cumpriu aquilo a que se propõe e embora haja sempre aspectos a corrigir e a melhorar, estamos satisfeitos com aquilo que conseguimos fazer nesta terra tão pequena mas que teima em agigantar-se. 
Os agradecimentos são sempre muitos, mas os primeiros têm que ser dirigidos à coragem, à ousadia e à generosidade dos componentes do RFEA, estendendo-se à participação da comunidade que com a sua presença premeia as nossas actividades e nos encoraja a continuar.
 Gostamos deste encontro que se faz olhos nos olhos, de gente que se mistura, que não nos olha de cima mas que se abeira de nós, gostamos desta animação que a Rua do Comércio ganha recordando tempos antigos, dos sons, das gargalhadas, do encontro e do toque, gente que ao participar no Mercado se torna um de nós. 
Esperamos no futuro, continuar a ter coragem para dar vida ao Mercado à Moda Antiga e que ele seja sempre uma forma de encontro da comunidade e proximidade das pessoas, nesta Alviobeira que acontece!
 E já agora: “Se fosse fácil não era para nós!”

MERCADO DA REPÚBLICA

08 outubro 2018
















Participação no Mercado da República em Tomar

NOIVAS DE MAIO

11 junho 2018
















Noivas de Maio

O que dizer do evento “Noivas de Maio” quando as muitas fotografias registadas falam por si!
A alegria, o movimento, o brilho no olhar de todas as “modelos”, os sorrisos, demonstram o quanto foi especial este fim de tarde em Alviobeira.
Se o dia amanheceu chuvoso e triste, mantendo-se assim até à tarde, o certo é que à hora do desfile, o sol brilhou e iluminou todos os vestidos de noiva que desfilaram na passerelle montada na Rua do Comércio e criada de propósito para o evento.
A rua estava enfeitada com as flores da época, rosas de todas as cores, adornaram e perfumaram o ambiente, o tule branco esvoaçante ajudou a criar um ambiente romântico e idílico para receber os cerca de setenta vestidos de noiva de várias épocas.
Sob os olhares atentos de todas as noivas, que emprestaram os vestidos e de muitas pessoas que fizeram questão em marcar presença, desfilaram os vestidos de noiva de várias épocas, fazendo reviver memórias passadas e momentos especiais. Retirados do baú, onde permanecia, há já alguns anos, os vestidos ganharam vida e na passerelle pareciam novos.
Desde já agradecemos a todas as pessoas que emprestaram os vestidos. As mulheres que os usaram, grande parte pertencem à nossa freguesia, outras são familiares, amigas e conhecidas dos componentes do Rancho.
Os casamentos realizaram-se na Igreja de Alviobeira, capela de Ceras, capela da Torre, Casais, Areias, Dornes, Portela da Vila, Stª Maria dos Olivais, S. João Batista em Tomar, Charola do Convento de Cristo, Fátima, Cernache do Bom Jardim, Olalhas, Rego da Murta e Pussos.
O primeiro desfile da tarde foi reservado aos mais pequenos, seres tão importantes, fruto da união e do amor de casais do Rancho de Alviobeira, que um dia decidiram unir as suas vidas e partilhar sonhos e projetos. As crianças desfilaram e nos seus rostos a nossa esperança num futuro melhor.
Seguiu-se o desfile dos vestidos de noiva, iniciando-se com a década de dois mil e foi recuando no tempo até à década de cinquenta. Por fim o desfile do trajo de noiva do Rancho de Alviobeira, uma réplica dos vestidos de noiva dos finais do século XIX.
Salientamos aqui três décadas, a de setenta, sessenta e cinquenta.
Na década de setenta assistimos a um momento alto do desfile, já que algumas das mães e sogras das componentes do Rancho casaram em 70. Nas Noivas de Maio algumas delas desfilam com os seus vestidos noivas, falamos da Marisa, da Celine e da Nela e foi um momento carregado de simbolismo, saudade e emoção.
Antigamente o dinheiro não abundava. Temos o exemplo da Laurinda Rosa Ferreira, que casou na década de sessenta, que era órfão de pai desde os 15 anos e que comprou em conjunto com o noivo, os sapatos, as meias de vidro cor da pele e o tecido para o vestido. No seu caso o vestido foi feito pela D. Eulália de Jesus da Torre mas os restantes acessórios foram alugados: o véu, a grinalda, os brincos, o saiote, as luvas da noiva e do noivo. O Ramo foi encomendado a uma florista composto por verdura de espargo, enleio branco e rosas brancas.
Quando os noivos saiam da igreja eram saudados com lançamento de pétalas e confeitos pelos quais os miúdos esperavam ansiosamente, era a ver quem apanhava mais guloseimas do meio do chão.
Os noivos levavam a sua bandeja para o seu quarto de dormir onde à noite os convidados se deslocavam para dar a visita ao casal recém-casados, comendo um bolo e bebendo um cálice de vinho do porto, como forma de agradecimento.
Antes dos noivos abrirem a porta, que estava sempre fechada à chave, ninguém entrava, os noivos abriam a porta e os convidados iam então ver a casa.
“Meus convidados são convidados para em minha casa entrar”
No caso da Sr.ª Laurinda e do Sr. Joaquim tiveram 21 meninas, de várias idades, que lhe deitaram os bolos, sendo essas jovens convidadas para o jantar da boda.
Na década de cinquenta desfilaram dois vestidos, sendo um deles, feito pela noiva, a Sr.ª Adélia e todo ele cosido à mão.
Entre 1900 e 1950 não conseguimos nenhum vestido de noiva, apenas várias fotografias, que mostram que as mulheres nesta época casavam de saia e casaco, em tom, creme, cinzento, cor de grão e algumas de preto. Utilizavam depois esse fato ou tingiam-no para outras ocasiões. Na cabeça usavam a mantilha, lenço de seda e algumas o lenço de cachené.
As mais abastadas usavam vestido até aos pés em tons claros.
Nos finais do século XIX, as mulheres casavam de preto.
Temos no Rancho de Alviobeira, duas réplicas de vestidos de noiva. Na altura das recolhas foi-nos dito que o trajo de blusa branca e saia verde, normalmente usado pela Cidália no Rancho também era usado com trajo de casamento.
Este foi o último desfile da noite, onde a cor muda completamente e o único apontamento branco era o lenço ou a blusa.
Foi um final de tarde mágica e o ambiente no fim do desfile era de casamento, com distribuição de bolos, vinho do porto e champanhe, sorrisos, abraços e "beijinhos" doces.


FESTIVAL DE FOLCLORE

19 abril 2018


SERRAR DA VELHA EM VERSÃO A TARDE É NOSSA

04 abril 2018





Este ano o serrar da velha foi apresentado em versão de programa televisivo.
A Tarde é Nossa foi um programa muito especial, todo ele dedicado à tradição do Serrar da Velha, ao dinamismo do RFEA e de Alviobeira.
Para falar da tradição, do Rancho e de Alviobeira, estiveram em estúdio diversas personagens tão bem conhecidas do panorama social e político da freguesia e do concelho.
Desde que o Rancho decidiu fazer a recriação da tradição, tem vindo a apresentá-la ao público das mais diversas formas, mas sempre recorrendo ao humor, sátira e ironia.
Os menos "corajosos" preferem ficar no café, a jogar dominó ou em frente à televisão, manifestando um aparente desinteresse no Serrar da Velha e falta de consideração pelo trabalho desenvolvido pelo mesmo (comportamento não condizente com os valores do associativismo), apenas para não serem confrontados com o testamento da velha que por vezes é incómodo e embaraçoso.
Aqueles que querem apoiar o Rancho, divertirem-se e "matar" a curiosidade sobre o testamento, não perdem o Serrar da Velha e nem o mau tempo os demove desta atividade, que já a alguns anos faz parte do plano de atividades do Rancho e é sem dúvida um espetáculo mais direcionado para a população da freguesia, pois os momentos, assuntos e pessoas retratadas são na sua maioria apenas identificadas pelas pessoas da aldeia.
Com o objetivo de explicar a tradição, para quem ainda não está familiarizada com a mesma e proporcionar uma noite de diversão, criou-se o espetáculo do passado sábado, que aliou a reflexão teórica sobre o tema a momentos de humor.
Este ano a velha, talvez por estar concentrada nas comemorações do 30º aniversário do RFEA, foi meiga e o testamento reduzido às pessoas que estiveram presentes no programa.
Uma palavra de agradecimento aos “artistas” que não sendo profissionais, desempenham o papel com total entrega e profissionalismo.
Que a capacidade de rirmos de nós próprios e dos outros esteja sempre presente nas nossas vidas. Só assim vale a pena viver.