MERCADO À MODA ANTIGA
03 outubro 2016Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
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X Mostra de Cheiros e Sabores e Encontro de Folclore Infantil
28 setembro 2016Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
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SERRAR DA VELHA
07 março 2016Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
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SERRAR DA VELHA
22 fevereiro 2016Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
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PRESÉPIO AO VIVO
22 dezembro 2015Um olhar apressado por tudo aquilo que foi feito e parece-nos muito para um Grupo que trabalha todo ele em regime de voluntariado.
Para além das habituais actuações em Festas e Festivais de Folclore foram muitas as actividades desenvolvidas. O plano de actividades do RFEA é diversificado e para todos os gostos.
Se no inicio do ano, apostamos na criação e ensaio de espectáculos mais arrojados e contemporâneos como o Pulsações ou Intimidades, no último semestre embarcamos nos mercados e feiras, vindima e apanha da azeitona, ronda das adegas, e passamos a ter as mãos calejadas e a sentirmo-nos verdadeiramente homens e mulheres do campo.
Como alguém diz: Os mercados dão saúde, e é aqui que surgem os sonhos e o projeto de um dia criarmos a nossa marca e termos um espaço, como o lagar de Alviobeira, ou a antiga taberna do Candonga, para venda dos nossos produtos e realização de atividades culturais.
A aposta enriquecedora no ciclo do vinho e do azeite, será para repetir nos anos que se seguem, bem como algumas das iniciativas que começaram a fazer parte da agenda de muitas pessoas.
Talvez seja a época de Natal, ou a recordação das actividades desenvolvidas, a verdade é que uma certa nostalgia apodera-se de nós, saudades de momentos, de pessoas que já não estão entre nós, de uma Alviobeira de outros tempos onde o espírito comunitário era mais intenso e mais verdadeiro.
Nós vamos fazendo a nossa parte, fazendo com que Alviobeira aconteça, apostando na dinamização desta terra, desenvolvendo actividades que permitem o encontro entre a comunidade, a animação de rua, fazendo de Alviobeira, uma terra onde as pessoas se encontram e convivem na rua, onde há barulho de crianças e sons de animais, onde os mais velhos passeiam e falam com os mais novos, onde se aquece o coração e a alma com um simples café de cafeteira, uns velhoses, ou uma pinga da Runfeira.
E foi assim neste domingo, no largo do Coval, também ele carregado de simbolismo para as gentes de Alviobeira, que se realizou o Presépio ao vivo e nossa aldeia ganhou vida, movimento e cor.
Foram retratados vários quadros referentes à época que estamos a atravessar, bem como algumas actividades rurais e ofícios.
Venderam-se os nossos produtos: vinho, azeite, licores, vinagres, sal aromático, chás, entre outros, que podem bem serem utilizados como prendas de Natal.
A preparação do Presépio ao vivo não é fácil, a logística é gigante para um Grupo que não parou um segundo durante o ano. Mas o espírito de Natal, apodera-se de nós, nem podia ser de outra forma, dando-nos força para realizar mais uma actividade, e esta não é uma actividade qualquer, é tornar esta Alviobeira numa aldeia Natal.
Aos poucos queremos melhorar e engrandecer esta iniciativa, fazer de Alviobeira, uma aldeia que as pessoas queiram visitar todo o ano e ainda mais nesta época de Natal.
Tudo tem que ser montado no local, muitos são objetos a transportar, os animais, os utensílios, enfim todo o cenário, no final de contas são muitas horas de trabalho voluntário.
Mas afinal não é este o espírito de Natal? Aquele que parece andar esquecido, ou adormecido! Simplesmente DAR-SE!? Tão simples e tão dificil!
Para valorizar os cenários, recorremos a pessoas amigas, já habituadas aos nossos pedidos e às quais agradecemos desde já toda a disponibilidade e colaboração.
Para além dos amigos habituais, tivemos também a preciosa colaboração do Sr. Leonel António, que ao longo dos anos foi criando nos pavilhões da FAI, um núcleo museológico de grande valor, mas que infelizmente e vai-se lá saber porquê, carece de apoio e interesse por parte das autoridades competentes, para ganhar maior visibilidade e dignidade e devolver a tantas peças a importância que tiveram em outros tempos. Nós RFEA, estamos disponíveis para dar vida ao espaço e às muitas histórias associadas aos milhares de peças e utensílios existentes naquele espaço.
O tempo ajudou e as pessoas marcaram presença acarinhando mais uma vez o trabalho deste Grupo.
E o largo do Coval, fez lembrar os tempos em que ali se passavam divertidas tardes de domingo, animadas pelas cantigas, danças, brincadeiras e namoricos.
Resta-nos desejar a todos um Santo Natal e votos e um ano de 2016 cheio de projectos e sonhos.
Nós prometemos que continuaremos a sonhar e a realizar sonhos, nesta Alviobeira que para acontecer, basta querer.
Nós voltaremos logo no primeiro dia do ano, andaremos a cantar os Reis porta à porta e a desejar a todos um bom ano.
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2 ª Ronda das Adegas
04 dezembro 2015Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
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CICLO DO AZEITE - LAGAR
05 novembro 2015Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
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APANHA DA AZEITONA
29 outubro 2015Trata-se de uma atividade cujo objetivo passa por valorizar a terra e a agricultura mantendo vivas as tradições, usos e costumes de antigamente e quem sabe no futuro promover o desenvolvimento social, económico e cultural da região e o enraizar de laços afectivos à terra e à comunidade.
A iniciativa pretende dar a conhecer todo o processo de transformação do azeite que vai desde a apanha, à escolha e moagem da azeitona num lagar (o mais tradicional possível) e termina na produção do azeite.
Para além de todos os objetivos, a apanha da azeitona pretende, acima de tudo, despertar os sentidos dos participantes e ser um momento de festa e convívio entre todos.
Se durante os últimos anos, houve um afastamento das pessoas, principalmente dos mais jovens, ao cultivo da terra, aos poucos a tendência é de reverter a situação com o aumento da curiosidade e interesse da população mais jovem, que nestes anos de crise, passou a ver a agricultura como uma alternativa à falta de trabalho. Tem-se observado um regresso à terra, na esperança de que esta devolva o esforço, porque em tempo de crise e com a falta de emprego, a terra ainda parece fazer sentido.
Alviobeira sempre esteve ligada à actividade da extracção do azeite, de grande significado no que respeita à parte económica do agregado familiar, embora apresente-se nos dias actuais com menor relevância, por um lado devido à falta de tempo ou de interesse e à redução do número das nossas oliveiras, que ao longo dos anos foram sendo arrancadas. Parece ficar bem lá longe, a lembrança dos grandes olivais, de grande produção de azeite, de grande alegria, apesar do árduo trabalho.
O “nosso” olival fica situado na Quinta da Runfeira, associada a tantas memórias, não fosse ali que ficavam os Ranchos da azeitona que outrora vinham das Beiras e que por estas terras permaneciam durante todo o tempo da apanha da azeitona.
Como é hábito ouvir-se está tudo diferente, até o tempo, e como tal a apanha da azeitona começa hoje em dia muito mais cedo do que em tempos passados. Antigamente era geralmente nos inícios de Novembro (por tempos mais recuados em Dezembro) que se procedia à apanha da azeitona, a estender-se, por vezes, até ao mês de Janeiro.
Noutros tempos, o lagar de Alviobeira, hoje fechado, era nesta altura o ponto de encontro dos homens da aldeia, que ali passavam grande parte do seu tempo, para trabalhar, para saber como o azeite estava a fundir e para conviver.
O cheiro quente e intenso do lagar permanecia no ar durante vários meses.
Em Alviobeira, continua a tratar-se e a cuidar-se do que resta da pertença dos nossos antepassados, que as mãos e o conhecimento de quem sabe e os herdou teima em não deixar morrer, com alguma fé no futuro e (ainda) nas gerações futuras.
..."Em Portugal, a cultura da Oliveira perde-se nos mais remotos tempos. Segundo rezam as crónicas, os Visigodos já a deviam ter herdado dos Romanos e estes, possivelmente, tinham-na encontrado na Península Ibérica. Por sua vez, os Árabes mantiveram a cultura e fizeram-na prosperar, sendo que a palavra Azeite tem origem no vocábulo árabe al-zait, que significava "sumo de azeitona".
Até finais de século XII, em Portugal, não é mencionada a cultura da oliveira nem o interesse económico da sua produção. Contudo, no século XIII, o Azeite já ocupa um lugar importante no nosso comércio externo, posição que manterá posteriormente, podendo afirmar-se que esta gordura era um produto muito abundante na Idade Média.
Mais tarde, são as ordens religiosas que, com o seu papel na revitalização da agricultura, dedicam especial atenção ao fabrico do Azeite.
Resistente à seca, de fácil adaptação aos terrenos pedregosos, a oliveira tornou-se numa presença constante na agricultura portuguesa..."
Antigamente desde que as talhas tivessem azeite, os barris vinho e as arcas milho, o sustento da família, que era normalmente numerosa estava assegurado
Desde há muito que os benefícios do azeite são conhecidos para a saúde, não é por acaso que o azeite faz parte da dieta mediterrânica, hoje património imaterial da humanidade.
O Azeite sempre esteve presente nos recantos da vida diária dos nossos antepassados: era usado em mesinhas caseiras, males da alma, alimentação e Iluminação.
E se já conhecíamos os benefícios do azeite, ficámos no sábado a conhecer os da apanha da azeitona. Descobrirmos ser uma otima terapia para o stress e combate à depressão, não fosse o cenário único, a sequência do trabalho relaxante e as conversas verdadeiras sessões de psicologia.
Sendo a água um ser que nos premeia, um banho de chuva lavou-nos a alma e limpo-a de todas as impurezas, ficámos como a nossa azeitona depois de escolhida e limpa.
O tempo chuvoso, que se agravou da parte da tarde, foi convidativo a um almoço um pouco mais demorado. Foi um momento único de cheiros, sabores e saberes.
Existem momentos que passam e não deixam nada. Desaparecem no ar, esfumam-se... mas há outros ficam para nunca serem esquecidos, é isso que fica. Porque até mesmo os pequenos momentos, aqueles que ninguém liga, os insignificantes, têm cheiro. Um cheiro especial e só deles.
Este sábado ficou o cheiro e o sabor a queijo, a chouriço, a passas de figo, a nozes, a aguardente, a vinho novo, a pão cozido, a azeitona/ (azeite), a terra molhada... Cheiros que ficam na pele, na memória, no olhar e que deixam saudades.
Cheiros que contém mundos..
E com tão pouco... é tão fácil sentirmo-nos tranquilos e felizes!
Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
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