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SERRAR DA VELHA

19 março 2018


MERCADO DA REPÚBLICA

12 outubro 2017











Foi no passado domingo dia 8 de outubro, que decorreu o Mercado da República em Tomar, uma organização do Conselho Técnico da Federação do Folclore Português, com a participação de todos os Ranchos do Concelho de Tomar. 
O Rancho de Alviobeira também marcou presença, levando para o mercado os seus produtos, cheiros e sabores, temperados com a sua habitual boa disposição.
O dia amanheceu quente, avizinhando-se um dia difícil e longo. Na noite anterior tínhamos vivido momentos intensos na apresentação do espetáculo Retalhos na Sociedade R. Filarmónica da Frazoeira, integrado nas comemorações do seu 176 aniversário e se o espírito se encontrava ainda a "levitar" as pernas e os pés massacrados por uma semana de intensos ensaios, pareciam não corresponder a essa leveza de espírito.
Um dia de mercado é sempre difícil, cansativo e este foi ainda agravado pelo intenso calor que se fazia sentir, parecendo mais um dia de Verão que de Outono, mas também é um dia de emoções fortes, intensas e inesquecíveis. O contacto com as pessoas, torna o mercado interessante e desafiante, principalmente com os muitos estrangeiros que visitaram o mercado, e se interessaram pelos produtos à venda, solicitando informações sobre o mercado, os produtos e sobre o grupo. Nós, poliglotas que somos, lá fomos explicando em francês, inglês, espanhol e até em italiano, quem somos, o que fazemos e vendemos, conversas tidas entre a azáfama da venda, porque também é para vender os nossos produtos e realizar dinheiro que ali estamos.
Conciliando os ensaios de Retalhos, com a preparação dos produtos e de todos os utensílios a levar para o mercado, conseguimos ter as coisas prontas no domingo de manhã, no fim de contas já estamos habituados ao stress dos mercados.
Depois de tudo preparado, fica ainda a difícil e árdua tarefa colocar tudo dentro das carrinhas. Pode parecer fácil mas não é, e aos poucos como se de um puzzle se tratasse, lá vamos encaixando as cestas, caixotes, canastras, bolos e afins e depois de várias tentativas, de pôr, tirar e voltar a pôr lá conseguimos fechar a porta da carrinha. 
Sentimos um prazer e um orgulho gigante de vender no mercado os "nossos" produtos, produzidos, confecionados e preparados pelos elementos do Rancho. Ali não há nada que não venha da generosidade, habilidade e trabalho dos componentes do Rancho, familiares, vizinhos e amigos e todos os produtos trazem com eles uma história e um nome, "retalhos" da nossa história e da nossa vida.
A nossa agua pé foi feita a 26 de Agosto, na Quinta da Runfeira, as nozes apanhadas de uma nogueira no Touco, que nos foi amavelmente cedida pela Albertina e João e que as suas nozes apanhamos no dia 1 de Outubro, as passas de uva apanhadas na Runfeira e lá secas ao sol sob os cuidados da Almerinda, o pão cozido na torre pela Marisa e Ricardo e em Ceras pelo Carlitos, assim como as brendeiras de petingas, azeite e cebola; as petingas pacientemente assados na brasa pela Luísa Leal, assados no forno pela Anabela, fritos pela Almerinda e à escabeche pela D. Isabel, os pasteis de Bacalhau preparados pela Paula, os bolos deliciosos confecionados por vários componentes, os licores misteriosamente preparados pela Ti Júlia, a marmelada da Luísa, o café e os sonhos da Cidália, os sabonetes feitos pela Beta e os muitos produtos do campo, trazidos dos quintais dos vários elementos do RFEA; fizeram as delícias de todos aqueles que tiveram a possibilidade e o privilégio de os saborear.
No que diz respeito a mercados, somos uma máquina gigante que trabalha afinadamente e em grupo para o sucesso dos mesmos.
E assim foi mais um Mercado da República, por cá continuamos em modo de mercado, preparando o nosso Mercado à Moda Antiga que terá lugar no próximo dia 29 de outubro na Rua do Comércio, em Alviobeira.
Apareça e faça ALVIOBEIRA ACONTECER

FESTIVAL DE FOLCLORE

18 maio 2017

O dia do nosso Festival de Folclore sempre foi e sempre será um dia importante na vida deste Grupo.
O RFEA tem uma intensa atividade durante todo o ano, desenvolvendo inúmeras atividades de carater etnográfico, cultural, social e comunitário, que exigem planificação, compromisso e entrega. Salientamos entre muitas, o cantar dos Reis, serrar da velha, mercado à moda antiga, ronda das adegas, presépio ao vivo, estátuas vivas, pulsações; atividades tão diferentes mas de igual exigência e dedicação.
E se o plano de atividades é intenso e exigente, em nenhum momento, o Festival de Folclore ficou esquecido ou colocado em segundo plano. Se a idade e a experiência nos dá alguma serenidade neste dia, a verdade é que existe algum nervosismo que teima em permanecer criando alguma ansiedade e inquietude.
Neste dia muitas são as pessoas que visitam Alviobeira pela primeira vez e é para nós um prazer recebe-las bem e tornar a visita um período agradável, divertido e prazeiroso.
Todos os anos escolhemos um tema para o Festival, sobre o qual desenvolvemos todos os promenores, oferta aos Ranchos, lembranças vendidas no Festival, cenário e atuação.
Este ano foi dedicado aos lenços de cabeça que outrora eram de extraordinária importância na indumentária feminina pretendendo evidenciar o valor cultural de uma peça de vestuário, imprescindível e característica do quotidiano das mulheres, no séc. XIX e ao longo de quase todo o séc. XX. Com funções de aconchego, proteção face ao frio ou ao sol, era um importante elemento ornamental da moda rural feminina, diferenciador do gosto e da classe social da mulher que os envergava nas mais variadas ocasiões: trabalho, casamento, noivado, luto, dias festivos, romarias, etc.
Na sessão de boas vindas aos grupos intervenientes no Festival de Folclore, marcaram presença a presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas, o presidente a União de Freguesias Casais Alviobeira, João Alves; prof. José Joaquim Marques em representação da Federação do Folclore Português, Mário António em representação do Conselho Técnico da Federação, José Júlio Marques em representação do CRCA e Manuel Mendes em representação do RFEA.
Todos deram as boas vindas ao Ranchos participantes desejando uma boa atuação e um bom regresso às suas casas e enalteceram o trabalho desenvolvido pelo RFEA ao longo dos seus vinte e nove anos de existência.
O Festival com início às 21H30, dispensando desfile e passagem pelo palco, que na nossa opinião não traz nada de novo, apenas serve para atrasar o festival, contou com a presença do Rancho aniversariante, seguindo-se o Rancho Folclórico de Vila Nova de Sande – Guimarães, Rancho Folclórico e Etnográfico de Eira Pedrinha -Condeixa-a-Nova, Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Cernache do Bonjardim Sertã e do Rancho Folclórico do Freixial- Leiria.
O encontro enriquece e deste esncontro entre Ranchos Folclóricos resultou um excelente Festival de Folclore que ficou a dever-se à organização, às excelentes atuações dos Ranchos participantes, ao cumprimento dos horários, permitindo que o Festival termina-se às 23H30 e à participação do público, enchendo mais uma vez o salão do CRCA.
Um obrigado especial ao Mária Ana que mais uma vez fez a apresentação do Festival e ao Noivo responsável pelo som.
O Festival é para nós um momento de encontro, mas este ano registámos algumas ausências, nomeadamente a D. Luísa , a nossa tocadora de ferrinhos, a recuperar de uma operação, do seu marido Sr. Zé Leal, a acompanha-la e do Sr. Mário Santos, a acompanhar a esposa devido a problemas de saúde. Sentimos a sua falta, mas temos a esperança que no nosso 30º aniversário contar com a sua presença.
No domingo seguinte ao Festival celebramos a missa de acção de graças, pela vida deste grupo. A vida em grupo possibilita crescimento, aponta oportunidades, consola nos momentos difíceis. Mas nem sempre a convivência é simples. Conviver é o desafio de encontrar harmonia nas relações, equilibrando planos compartilhados com visões de mundo diferenciadas. Nesse aprendizado diário, momentos de alegria se alternam com pequenas discussões, que às vezes abalam o relacionamento com a família, com os amigos,
Apesar dos altos e baixos nas relações interpessoais, o RFEA tem resisitdo às intempéries e construído uma “rede” forte com um fio que não serve para prender mas para unir.
Uns chamar-lhe-ão amizade, outra solidariedade, outros inter ajuda, vontade, querer, criatividade, nós chamamos-lhe simplesmente amor. Só quem ama, pode dar-se, entregar-se desta forma, sem reservas nem “impermeáveis”.
Só quem ama desta forma é capaz de perdoar e aceitar as fragilidades dos outros. É fácil? Claro que não mas como alguém costuma dizer, se fosse fácil não era para nós
A felicidade chega de várias formas à nossa vida, mas a mais intensa, a mais contagiante, é aquela que brota de um coração que ama e que se deixa amar. Que saibamos cultivar esse amor que cativa e se deixa cativar.
Para fechar as atividades de Abril, e para comemorar o nossos aniversário, realizar-se-á no CRCA, a gala de Aniversário, na qual contaremos com a presença de muitos artistas, o que será concerteza uma excelente noite de convívio, diversão e espetáculo.
Será a celebração de um sonho com vinte e nove anos. Este sonho tem um nome, tem uma história, tem uma alma mas tem muitas caras! Este sonho é o RFEA
















SERRAR DA VELHA

05 abril 2017
















O Rancho Folclórico de Alviobeira abriu com chave de ouro as atividades de Abril, que por ser o mês do seu aniversário, oferece um programa bastante intenso e variado para todos os públicos.
O Serrar da Velha tradição antiga e bem conhecida das gentes de Alviobeira, foi a alguns anos atrás recuperada pelo Rancho que inicialmente optou pela recriação ao ar livre, aproximando-a do original, mas que depressa percebeu que o Serrar da Velha teria que passar por um espetáculo de palco, já que as nossas aldeias já não são tão silenciosas, escuras e místicas como noutros tempos.
O Rancho viu-se assim obrigado a repensar a forma de manter viva a tradição e despertar nas pessoas a vontade de assistir à recriação/espetáculo, acabando por optar por apresentá-lo  num espaço fechado.
O Serrar da Velha, acontecia a meio da Quaresma que era um tempo de silêncio profundo e para todos um intenso período de respeito e devoção.
A Quaresma prolonga-se desde a quarta feira de cinzas até ao sábado de Aleluia, e antigamente este era um tempo de penitência e jejum para todos os fiéis.
Muitas eram as proibições, que passavam por não comer carne, não dançar nem cantar e as pessoas continham as gargalhadas.
O ano passado, o Serrar da velha, recorrendo ao uso de tecnologias multimédia, explorou o ambiente sombrio e triste da aldeia durante a Quaresma.
Este ano e porque gostamos de fazer diferente, optámos por uma comédia que arrancou muitas gargalhadas da assistência.
Assim no salão do CRC, no primeiro de Abril, dia das mentiras, mas que não impediu que a velha tivesse dito algumas verdades, foi apresentado mais um Serrar da Velha.
A peça desenvolvia-se num lar de idosos particular, administrado pela D. Maria dos Anjos, que de anjo tinha pouco, uma mulher autoritária e de pouca compaixão para com os seis idosos residentes do lar. Fazia ainda parte do elenco uma empregada, que não tinha mãos a medir para cuidar de todos os idosos e que era apenas auxiliada pela sua filha menor. Este lar recebeu a visita da animadora Vanessa, do Dr. Rufino e do padre António.
A ligação da peça ao Serrar da velha era feita através de uma das idosas, a Sr.ª Albertina a quem a Dona do lar administrava soníferos, para não incomodar com as suas histórias e que sempre que acordava, ia relatando a tradição do serrar da velha.
No final, ouviu-se o testamento do Serrar da Velha que contemplou várias pessoas.
O Serrar da Velha sempre foi um momento ansiado mas um pouco temido, pois a velha tem a língua afiada e não tem medo de dizer a alta voz aquilo que muitos pensam e vão dizendo a socapa.
No dia seguinte ainda com o Serrar da Velha na boca das pessoas e com sorrisos rasgados na cara, a população compareceu mo dia seguinte na escola primária para assistir a uma secção de cinema. O filme apresentado foi Caminhos Cruzados, um filme produzido pelo RFEA.
Para dar continuidade às comemorações do nosso aniversário, realizar-se-á no próximo domingo dia 9 de Abril, o almoço de aniversário no salão Paroquial, no dia 22 de Abril o Festival de Folclore no CRCA e no dia 29 a Gala de Aniversário no mesmo local.
Alviobeira acontece em Abril.

III RONDA DAS ADEGAS

16 novembro 2016



IV MERCADO À MODA ANTIGA

12 outubro 2016

Foi no passado dia 9 de outubro que se realizou a 4ª edição do Mercado à Moda Antiga, uma iniciativa do Rancho Folclórico e Etnográfico de Alviobeira.
Esta é uma atividade só possível com a presença e contributo de muitos e o total envolvimento dos componentes do Rancho dispostos a sair do conforto de suas casas para proporcionar aos Alviobeirenses, amigos e visitantes um dia diferente.
Contrariando as últimas duas edições, onde a chuva e o vento forte marcaram presença, o dia amanheceu com o sol a brilhar, iluminando a rua e convidando as pessoas a uma visita ao Mercado. As pessoas foram aparecendo, compraram os nossos produtos (uma forma de ajudar este Rancho que precisa de trabalhar para sobreviver), passearam, dançaram, cantaram, conversaram, encantaram-se com os animais, e fizeram deste Mercado um momento de encontro e confraternização.
Há algum tempo a esta parte que o final de setembro e início de outubro é a altura dos Mercados para este Rancho.
São três domingos consecutivos dedicados à venda. Pode parecer coisa pouca, mas para quem tem que conciliar estudos, atividade profissional e vida pessoal, envolve uma grande ginástica física e psicológica.
Os preparativos começaram há muitos dias atrás, pois a lista das atividades é extensa e exige organização, empenho e coordenação entre todos.
É altura de acender os fornos, para cozer o pão, as brendeiras com petingas, azeite e cebola, o pão com chouriço, as petingas assadas, preparar e engarrafar os famosos licores da “Ti Júlia”, organizar os produtos que vão chegando à garagem do Zé e da Cidália, o “nosso” armazém de serviço, preparar a louça, as bancas, a água pé, a limonada, o capilé, as capoeiras para os animais, e muitas outras coisas necessárias para a realização deste mercado.
São momentos únicos de convívio e alegria, momentos genuínos, intensos, que nos libertam a alma, mas que também "amassam" o corpo provocando cansaço e exigindo da parte de quem n’eles está envolvido muita dedicação e generosidade.
O dia do mercado é longo, começa bem cedo, antes mesmo do sol nascer e termina pela noite dentro. Uma maratona que parece não ter fim, mas que deixa saudades logo que termina.
A música, a animação, os pregões dos vendedores, as conversas animadas entre as pessoas, dão colorido, animação e agitação às ruas de Alviobeira, recordando outros tempos em que as mesmas eram ponto de encontro e as conversas momentos de lazer.
É um dia intenso, numa Alviobeira que neste dia parece ainda mais bonita… gosto desta Alviobeira, que sendo pequena é do tamanho do mundo