Bater do Fado!

29 setembro 2009






























Os homens desciam a encosta esfomeados e fatigados.
Barrete "enterrado" na cabeça e às costas a enxada companheira de muitos anos.

Vinham dos campos e a taberna era o seu ponto de encontro. Sentavam-se à volta de uma mesa, ou até de uma banca de madeira, todos eles munidos de um copo de vinho, seguindo atentamente a evolução do baralho de cartas! As cartas andavam de mão em mão e os copos das mãos para a boca.As conversas incidiam quase sempre sobre as sementeiras, as colheitas ou sobre o gado que cada um possuía.Ali se encontravam para saber onde podiam arranjar trabalho, ou à espera que alguém entrasse taberna dentro à procura de trabalhadores, por vezes a troco de magras refeições.Mas, apesar da vida dura e difícil, a animação não faltava ao fim de alguns copos de vinho.
Então alguém lançava o desafio: " Vamos lá ver quem é que paga a próxima rodada!"
Era altura de desafiarem-se no Bater do Fado! Aquele que recuasse, ou mostrasse alguma fraqueza, pagava a rodada aos restantes companheiros de "dança"!

Cantiga da Apanha da Azeitona!

27 setembro 2009


Azeitona miudinha
Já morreu quem te apanhava
Agora por aí te perdes
Por esse chão espalhada.

Azeitona para preta
Tem que lograr três cores
Eu também andei três anos
Para lograr o meu amor

A folha da oliveira
Quando cai no lume estala
Assim é o meu coração
Quando com o teu não fala

O som do búzio faz-se ouvir!

Segue-se a música da Cantiga da Apanha da Azeitona, que tão bem conhecemos e amamos!

O Rancho Folclórico e Etnográfico de Alviobeira entra em Palco!

Ali estamos, prontos a dar o nosso melhor, a trasmitir de forma digna os usos e costumes das nossas gentes!

Orgulhosos das nossas raízes e tradições sorrimos e cantamos!

Força Céu!

Para a Céu, os nossos votos de rápidas melhoras!
Sentimos falta da sua alegria, do seu sorriso contagiante...
Já está na hora de voltar! É junto dos amigos que estamos bem!
Força Céu, a sua família folcorista aqui está à sua espera.

Beijinhos!

Acabaram-se as Férias!

25 setembro 2009











As férias e os passeios acabaram-se, os ensaios aí estão para ajudar a perder algumas calorias acumuladas nas férias.
Toca a ensaiar!
Vamos bailar, conviver, rir e partihar as "nossas coisas"!
Vamos dizer não à preguiça, e marcar presença!
Não percas o ensaio!
Ele é uma oportunidade de aprendizagem! de crescimento! de encontro!

Momentos em Palco!

23 setembro 2009
















Vamos Ajudar!

Campanha de recolha de materiais escolares para a ilha do Sal em Cabo Verde


Um apelo que nos chega através da Marina!

Vamos Todos ajudar?!

Para as escolas e os meninos do sal pudermos ajudar
Algum material escolar basta juntar... para mais tarde lhes enviar!

Todas as coisas são muito bem vindas, pois nas nossas escolas não temos muitas coisas para trabalhar! Por isso precisamos essencialmente de cadernos, lápis, marcadores, livros, tintas, pincéis, plasticinas, jogos e brinquedos…
Desde já o muito obrigado por nos ajudarem.

E para esta história ter mais cores, pudemos fazer lindos desenhos e mandá-los para as escolas do sal, como lembrança dos meninos de Portugal! Acham boa ideia?

As cores da Terra

No meio de um grande oceano
Havia uma ilha a flutuar.
Mas a terra era tão pequena
Que quase se perdia no mar!

A água era azul…
E tinha sabor a sal.
Pelas ondas nadavam peixes
De mil cores sem igual!

Na ilha sem nome, tudo era castanho,
E havia no ar um forte odor a calor…
Desde o chão, às montanhas e à terra
Até aos meninos morenos de cor!

Nas ruas havia muita alegria,
Cães, gatos e burros que corriam sem parar.
E crianças que brincavam descalças,
Sem os seus pequenos e calejados pés magoar!

De manhã, com o sol a nascer e a brisa do mar a pairar…
Para a escola os meninos gostavam de ir.
Entre gritos, assobios, melodias e brincadeiras…
Para aprender todos iam a sorrir!

Numa terra onde quase nunca chovia
E o sol dourado teimava em brilhar,
O Quemo era um menino de quatro anos
Que para a escola acabava de entrar.

Para além da escola,
No mercado Quemo gostava de ajudar,
A sua mãe que no trabalho vendia
Mangas, bananas e papaias sem nunca descansar!

Na pesca, o pai do menino era o maior!
Pescava atum, serra e esmoregal…
E para além de toda esta fartura de peixes,
Às suas redes vinham parar tubarões como nunca se viu igual!

No final de mais um dia na terra castanha,
Todos voltavam para o seu lar…
Com a noite vinha o amigo pestana
E as cores quentes continuavam a pairar no ar!

Marina Pereira

Notícias da Marina!

21 setembro 2009



Após umas pequenas férias entre nós, a Marina voltou novamente para Cabo Verde.
Mas chegam boas notícias, está a desenvolver um projecto interessante: a criação de um Jardim de Infância.
O espaço está pronto e a Marina eviou-nos algumas fotos do Jardim Infância da Murdeira!
Aqui ficam as fotos e o votos de todo o sucesso e felicidade do mundo!
Mesmo longe ela continua no nosso coração!

Beijos e força da família folclorista!