Atuação na festa de Alviobeira.- 18 de Agosto de 2013
23 agosto 2013Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 2 comentários
"INTIMIDADES"
03 junho 2013
Sem
o nosso fotógrafo de serviço, a nossa reportagem fotográfica é pobre, mas o
espetáculo esse foi inesquecível.
Alguns
dos componentes do Rancho não conheciam o local, mas foi preciso pouco tempo
para deixarem-se encantar pelo mesmo, que tem uma mística inexplicável. No
final do dia (um dia longo, quente e cansativo) estávamos completamente
rendidos àquele espaço e sonhávamos… era sem dúvida o espaço ideal para nós… e
logo surgiram projetos, ideias… enfim sonhos!
O
dia começou cedo. Passámos toda a manhã na limpeza e preparação do espaço
exterior, até pensámos em fazer uma empresa de limpeza de espaços antigos,
nunca se sabe!
A
movimentação no local despertou a curiosidade de alguns, um grupo de peregrinos
espanhóis que estavam a fazer o caminho de Santiago também por ali passou, mas
entre conversas e explicações sobre o que seria o espetáculo “Intimidades”, o
trabalho foi-se fazendo.
Destacamos
a boa vontade dos vizinhos, que logo se disponibilizaram em ceder a luz e a
água.
E
por volta do meio-dia, já com um “escaldão” no corpo e as mãos calejadas, fomos
almoçar.
Regressámos
ao local pelas 16H e recomeçamos os trabalhos, era altura de colocar o som, os projetores,
a passerelle, as cadeiras, ensaiar e voltar a ensaiar.
O
tempo voou e quando olhámos para o relógio já era 19H30m. Tivemos apenas tempo
para ir a casa tomar um banho rápido, comer alguma coisa, trajar e partir
novamente para o local do espetáculo.
Pelo
caminho fomos encontrando vários grupos de Alviobeirenses que decidiram ir a pé
até Ceras, a noite assim convidada. A população de Ceras também marcou presença
e a moldura humana foi-se fazendo.
À
medida que os espetadores foram chegando foram encantando-se com o local e até
os mais “críticos”, que nem sempre compreendem as opções do “artista”, não
ficaram indiferentes à magia do espaço e depressa compreenderam porque o
“Intimidades” tinha que ser ali feito, era
o sítio certo para um espetáculo que se queria íntimo mas grandioso.
A
noite chegou e com ela o local ganhava uma magia inexplicável.
As
tochas acesas, uma música ambiente no ar, tornaram o local ideal para o
“Intimidades”.
Às
21H30m o espetáculo começou, pela passerelle desfilaram os trajos do Rancho,
primeiro, os de trabalho, depois as crianças e os domingueiros.
“…A noite caía, os corpos cansados e exaustos.
Ponha-se de parte as roupas e revelava-se a intimidade e a magia da roupa
interior.
Sobre
a pele branca nunca exposta ao sol, assentava a simplicidade do algodão. A
roupa interior era também ela reflexo de uma forma de encarar a vida e de
esconder o corpo raramente revelado até mesmo na intimidade…”
E assim foi!
Desvendou-se a magia da roupa interior. E as raparigas apareceram à varanda do
solar da casa da eira, em roupa de noite, num quadro único.
Os homens desceram a
escadaria, desfilaram e dançaram com as raparigas ao som da música "Deixas em
mim tanto de ti"…
Entre o desfile dos
trajos, ouviu-se poemas de Florbela Espanca e de Alberto Caeiro, e apreciou-se
a beleza da dança.
O solar da casa da eira ganhou vida, e nós tentámos
deixar naquele local tanto de nós quanto aquele espaço fez pelo "Intimidades”.
A todos aqueles que contribuíram para a "intimidade" deste espetáculo o nosso muito obrigado.
Porque Alviobeira Acontece!
Porque Alviobeira Acontece!
Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
Etiquetas: Actividades
Círio a Dornes
27 maio 2013
Um dia para recordar por muitos anos!
No domingo de manhã os homens do Rancho, trajados e transportando a bandeira de Nª Srª
do Pranto começaram cedo o peditório em Alviobeira.
Pelas 10H, fez-se um intervalo para assistir à missa e
cumprindo a tradição os foguetes fizeram-se ouvir na altura que se cantava o
Santo na Eucaristia.
Depois da missa retomou-se o peditório.
Por volta das 16H, abri-mos as portas da nossa casa
(Museu Rural e Etnográfico de Alviobeira) para oferecer vinho (oferecido pela
Herdade dos Templários) e tremoços. E a casa foi pequena para tantos amigos que
recebemos.
Cá fora a animação era grande, enfeitavam-se as
bicicletas e as charretes com flores e mantas.
Nas casas a azáfama era ainda maior na preparação dos
farnéis, e na procura dos talheres, pratos, copos, toalhas de linho,
guardanapos e cabazes e cestas para transportar os farnéis. Procurava-se
receitas antigas e nas ruas todos falavam dos farnéis de outros tempos. Muitas
das nossas mães passaram a tarde na cozinha confecionando o coelho, a galinha, o
bacalhau frito, cozendo o pão no forna da lenha… e enchendo a casa de cheiros e
sabores de outros tempos que lhe enchiam a alma de recordações e os olhos de
lágrimas de saudade. A Sicarze patrocinou os nossos farnéis com chouriço, presunto,
tornando-os ainda mais deliciosos.
A noite foi mal dormida, tal era a ansiedade.
E quando o relógio despertou, logo saltámos da cama.
A primeira coisa a fazer foi olhar pela janela e olhar
o céu, estava limpo e os primeiros raios de sol apareciam.
Trajámos, pegámos na cesta do farnel e saímos porta
fora.
Era o dia do Círio a Dornes.
Com os farnéis debaixo do braço, ou à cabeça, lá fomos
nós até à Igreja Paroquial para a oração do peregrino. Em procissão, ao som da gaita-de-foles
e dos tambores, partiu-se da Igreja, até junto às galeras e charretes que nos aguardavam
no início da Rua do Comércio.
Os cavalos e as éguas com as respetivas charretes e
galera estavam à nossa espera, só possível graças ao Sr. José Manel, Sr. Luís,
Major Escudeiro e Sr. Victor, que aceitaram este desafio e que foram para nós
companheiros de peregrinação, partilhando vivências e emoções.
Uns de charretes, outros de bicicletas, outros de
carros antigos, rumamos até Dornes, em festa, cantando e acenando a todos
aqueles que encontrávamos pelo caminho.
Na eira em Paio Mendes, uma pausa para o descanso dos
cavalos e para a “bucha” da manhã.
Abrimos os nossos cestos e retirámos o nosso farnel confecionado
com tanto amor.
Chegados a Dornes, à nossa espera estava a Banda da
Frazoeira que nos acompanhou na procissão até à Igreja de Dornes e a quem muito
agradecemos.
Na missa ouviu-se os cânticos antigos, ensaiados pelo
coro de Alviobeira e pelos componentes do Rancho, durante algumas semanas.
Depois da Missa, abriu-nos novamente as
cestas e partilhou-se os farnéis.
Depressa chegou as 17H, hora para a
oração do terço.
À saída do terço, uma chuva “divina”
caiu e só parou quando chegámos à eira a Paio Mendes.
Completamente “molhados” mas felizes,
não parámos de cantar, e quando chegámos a Alviobeira, cantando o Avé e debaixo
de uma “chuva” de pétalas, as lágrimas teimavam em cair pelo rosto de muitos.
Á medida que entrávamos em Alviobeira,
os aplausos fizeram-se ouvir, e os nossos rostos brilhavam de alegria.
Fomos à igreja, era agora altura para agradecer a Nª Srª do Pranto o dia que nos tinha dado.
Quando saímos, a concertina fez-se ouvir
era agora altura para o bailarico.
Cantámos e dançamos, até o sol se pôr.
E partimos para nossas casas, com o
coração cheio, a transbordar…
Como é tão fácil ser feliz.
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150 anos nos caminhos da fé e do culto ao Divino Espírito Santo
15 maio 2013Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
Círio a Dornes
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Etiquetas: Actividades, Tradições
Alviobeira Acontece!
07 maio 2013Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
Etiquetas: Actividades
Caminhos Cruzados III
03 maio 2013
Caminhos Cruzados!
Tudo começou em 2008!
Uma peça de teatro que virou filme.
Sem grandes tecnologias, com pouca
experiência na montagem de filmes, lá fomos à descoberta, certos de que só
fazendo se aprende.
O entusiamo foi grande, as filmagens,
uma animação e o resultado final divertido.
Em 2010, o segundo Caminhos Cruzados,
com as mesmas personagens mas com novas histórias.
Os artistas foram ganhando à vontade, a
história trouxe novos caminhos cruzados e um mistério por desvendar: “Quem
queria matar o Chico?”
Os anos passaram, mas as pessoas
continuavam em tom de brincadeira a perguntar: “Quem quis matar o Ti chico!?”
No ano em que comemoramos os 25 anos,
não podíamos deixar de produzir o terceiro Caminhos Cruzados. A tarefa parecia
à partida difícil, para muitos acredito que seria quase impossível, mas nós não
poderíamos deixar de o fazer.
O final do mês de Março e Abril, era o
tempo que nos restava para escrever, gravar e produzir os Caminhos Cruzados
III. Era de loucos, e foi…
Entre atividades mil, numa Alviobeira
que acontece, escreveu-se, gravou-se e produziu-se os Caminhos Cruzados III.
E ainda bem que o fizemos.
No dia 27 de Abril, sentados no salão do Centro
Recreativo e Cultural de Alviobeira que encheu para ver um filme, coisa que
ultimamente não acontece nas salas de cinema, todos nós sentimos que valeu a
pena.
Tudo vale a pena quando a alma não é
pequena.
E a “alma” deste Rancho é do tamanho do
coração de todos aqueles que dele fazem parte, e de todos aqueles que n’ele
acreditem!
Alviobeira Acontece!
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Etiquetas: Actividades
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