Animação de rua nas Estátuas Vivas em Tomar

20 setembro 2013

Foram dois dias cansativos, mas muito animados! Valeu a pena!

DESCAMISADA

17 setembro 2013

DESCAMISADA

13 setembro 2013

É já no próximo dia 21 de Setembro, pelas 20H, no Chão das Eiras (uma eira em frente à capela) a descamisada do Rancho Folclórico de Alviobeira. Apareça! Contamos consigo

Atuação na festa de Alviobeira.- 18 de Agosto de 2013

23 agosto 2013

"INTIMIDADES"

03 junho 2013


 
Sem o nosso fotógrafo de serviço, a nossa reportagem fotográfica é pobre, mas o espetáculo esse foi inesquecível.
Alguns dos componentes do Rancho não conheciam o local, mas foi preciso pouco tempo para deixarem-se encantar pelo mesmo, que tem uma mística inexplicável. No final do dia (um dia longo, quente e cansativo) estávamos completamente rendidos àquele espaço e sonhávamos… era sem dúvida o espaço ideal para nós… e logo surgiram projetos, ideias… enfim sonhos!
O dia começou cedo. Passámos toda a manhã na limpeza e preparação do espaço exterior, até pensámos em fazer uma empresa de limpeza de espaços antigos, nunca se sabe!
A movimentação no local despertou a curiosidade de alguns, um grupo de peregrinos espanhóis que estavam a fazer o caminho de Santiago também por ali passou, mas entre conversas e explicações sobre o que seria o espetáculo “Intimidades”, o trabalho foi-se fazendo.
Destacamos a boa vontade dos vizinhos, que logo se disponibilizaram em ceder a luz e a água.
E por volta do meio-dia, já com um “escaldão” no corpo e as mãos calejadas, fomos almoçar.
Regressámos ao local pelas 16H e recomeçamos os trabalhos, era altura de colocar o som, os projetores, a passerelle, as cadeiras, ensaiar e voltar a ensaiar.
O tempo voou e quando olhámos para o relógio já era 19H30m. Tivemos apenas tempo para ir a casa tomar um banho rápido, comer alguma coisa, trajar e partir novamente para o local do espetáculo.
Pelo caminho fomos encontrando vários grupos de Alviobeirenses que decidiram ir a pé até Ceras, a noite assim convidada. A população de Ceras também marcou presença e a moldura humana foi-se fazendo.
À medida que os espetadores foram chegando foram encantando-se com o local e até os mais “críticos”, que nem sempre compreendem as opções do “artista”, não ficaram indiferentes à magia do espaço e depressa compreenderam porque o “Intimidades” tinha que  ser ali feito, era o sítio certo para um espetáculo que se queria íntimo mas grandioso.
A noite chegou e com ela o local ganhava uma magia inexplicável.
As tochas acesas, uma música ambiente no ar, tornaram o local ideal para o “Intimidades”.
Às 21H30m o espetáculo começou, pela passerelle desfilaram os trajos do Rancho, primeiro, os de trabalho, depois as crianças e os domingueiros.
“…A noite caía, os corpos cansados e exaustos. Ponha-se de parte as roupas e revelava-se a intimidade e a magia da roupa interior.
Sobre a pele branca nunca exposta ao sol, assentava a simplicidade do algodão. A roupa interior era também ela reflexo de uma forma de encarar a vida e de esconder o corpo raramente revelado até mesmo na intimidade…”
E assim foi! Desvendou-se a magia da roupa interior. E as raparigas apareceram à varanda do solar da casa da eira, em roupa de noite, num quadro único.
Os homens desceram a escadaria, desfilaram e dançaram com as raparigas ao som da música "Deixas em mim tanto de ti"…
Entre o desfile dos trajos, ouviu-se poemas de Florbela Espanca e de Alberto Caeiro, e apreciou-se a beleza da dança.
O solar da casa da eira ganhou vida, e nós tentámos deixar naquele local tanto de nós quanto aquele espaço fez pelo "Intimidades”.
A todos aqueles que contribuíram para a "intimidade" deste espetáculo o nosso muito obrigado.
Porque Alviobeira Acontece!

Círio a Dornes

27 maio 2013

Um dia para recordar por muitos anos!
No domingo de manhã os homens do Rancho,  trajados e transportando a bandeira de Nª Srª do Pranto começaram cedo o peditório em Alviobeira.
Pelas 10H, fez-se um intervalo para assistir à missa e cumprindo a tradição os foguetes fizeram-se ouvir na altura que se cantava o Santo na Eucaristia.
Depois da missa retomou-se o peditório.
Por volta das 16H, abri-mos as portas da nossa casa (Museu Rural e Etnográfico de Alviobeira) para oferecer vinho (oferecido pela Herdade dos Templários) e tremoços. E a casa foi pequena para tantos amigos que recebemos.
Cá fora a animação era grande, enfeitavam-se as bicicletas e as charretes com flores e mantas.
Nas casas a azáfama era ainda maior na preparação dos farnéis, e na procura dos talheres, pratos, copos, toalhas de linho, guardanapos e cabazes e cestas para transportar os farnéis. Procurava-se receitas antigas e nas ruas todos falavam dos farnéis de outros tempos. Muitas das nossas mães passaram a tarde na cozinha confecionando o coelho, a galinha, o bacalhau frito, cozendo o pão no forna da lenha… e enchendo a casa de cheiros e sabores de outros tempos que lhe enchiam a alma de recordações e os olhos de lágrimas de saudade. A Sicarze patrocinou os nossos farnéis com chouriço, presunto, tornando-os ainda mais deliciosos.
A noite foi mal dormida, tal era a ansiedade.
E quando o relógio despertou, logo saltámos da cama.
A primeira coisa a fazer foi olhar pela janela e olhar o céu, estava limpo e os primeiros raios de sol apareciam.
Trajámos, pegámos na cesta do farnel e saímos porta fora.
Era o dia do Círio a Dornes.
Com os farnéis debaixo do braço, ou à cabeça, lá fomos nós até à Igreja Paroquial para a oração do peregrino. Em procissão, ao som da gaita-de-foles e dos tambores, partiu-se da Igreja, até junto às galeras e charretes que nos aguardavam no início da Rua do Comércio.
Os cavalos e as éguas com as respetivas charretes e galera estavam à nossa espera, só possível graças ao Sr. José Manel, Sr. Luís, Major Escudeiro e Sr. Victor, que aceitaram este desafio e que foram para nós companheiros de peregrinação, partilhando vivências e emoções.
Uns de charretes, outros de bicicletas, outros de carros antigos, rumamos até Dornes, em festa, cantando e acenando a todos aqueles que encontrávamos pelo caminho.
Na eira em Paio Mendes, uma pausa para o descanso dos cavalos e para a “bucha” da manhã.
Abrimos os nossos cestos e retirámos o nosso farnel confecionado com tanto amor.
Chegados a Dornes, à nossa espera estava a Banda da Frazoeira que nos acompanhou na procissão até à Igreja de Dornes e a quem muito agradecemos.
Na missa ouviu-se os cânticos antigos, ensaiados pelo coro de Alviobeira e pelos componentes do Rancho, durante algumas semanas.
Depois da Missa, abriu-nos novamente as cestas e partilhou-se os farnéis.
Depressa chegou as 17H, hora para a oração do terço.
À saída do terço, uma chuva “divina” caiu e só parou quando chegámos à eira a Paio Mendes.
Completamente “molhados” mas felizes, não parámos de cantar, e quando chegámos a Alviobeira, cantando o Avé e debaixo de uma “chuva” de pétalas, as lágrimas teimavam em cair pelo rosto de muitos.
Á medida que entrávamos em Alviobeira, os aplausos fizeram-se ouvir, e os nossos rostos brilhavam de alegria.
Fomos à igreja, era agora altura para agradecer a Nª Srª do Pranto o dia que nos tinha dado.
Quando saímos, a concertina fez-se ouvir era agora altura para o bailarico.
Cantámos e dançamos, até o sol se pôr.
E partimos para nossas casas, com o coração cheio, a transbordar…
Como é tão fácil ser feliz.

150 anos nos caminhos da fé e do culto ao Divino Espírito Santo

15 maio 2013