Matança do Porco

22 novembro 2013

“…juntavam-se os homens da família e os amigos, invariavelmente convidados para a função da matança e de tudo o que girava em volta desse acto, tradicional na vida das nossas gentes de então…” Na preservação das tradições das gentes de Alviobeira, irá ser recriada pelo Rancho Folclórico de Alviobeira, a Matança do Porco, já nos próximos dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro. Este Evento está inserido no Alviobeira Acontece e será o último de um ano recheado de muitas actividades e momentos inesquecíveis. Como foi programado para a altura da Celebração do dia da Paróquia, achou por bem o Rancho e o Conselho Pastoral desenvolver em conjunto esta actividade, não fosse a matança do porco uma festa de família. Acreditamos que nas memórias mais longínquas de grande parte de nós, gente da aldeia aqui nascida e criada, estão as matanças do porco. Eram momentos únicos de convívio e de encontro familiar. Tradicionalmente realizada quando o frio se começava a sentir, a matança era motivo de grande alegria para a família, pois garantia parte do seu sustento ao longo do ano. Matar um porco, era o governo de uma casa para o ano inteiro, por isso tanto cuidado na alimentação do animal, normalmente à base de beterraba, abóbora, as batatas mais miúdas, couves, às vezes algum feijão bichado e milho, que iriam possibilitar que a panela pudesse ser devidamente temperada ao longo do ano, para satisfação alimentar e felicidade da família. Também o nosso porco, comprado à cerca de um ano atrás, foi crescendo alimentado pelos componentes do Rancho, que lá foram deixando restos de couves, batatas, aboboras, bolota e até nozes, mas, e a verdade seja dita, sem o cuidado e o trabalho do Carlos e Paulo Flores, ele não teria se desenvolvido da mesma forma. No sábado, pelas 14H começará as actividades na Quinta da Runfeira. Todos estão convidados a assistir e a ajudar na matança do porco. A azáfama será muita, mas será certamente uma tarde de recordações, vivências únicas e de convívio. Depois do porco morto, será altura de fazer a fogueira para chamuscar o porco e fazer a raspagem com pedaços de telhas e a lavagem. O porco será aberto e limpo para depois ser pendurado no Chambaril até ao dia seguinte. Caberá às mulheres ir lavar as tripas, no ribeiro ali mesmo na quinta da Runfeira. E no final da tarde ainda temos tempo para um petisco. Durante a tarde de sábado ainda temos que cozer o pão com o nosso milho que iremos este sábado, dia 23 de Novembro, moer no moinho junto ao Pego. No Domingo as actividades irão começar bem cedo com a desmancha do porco e a preparação das carnes para os enchidos. Na cozinha irá preparar-se o almoço que será servido pelas 13 Horas, no salão Paroquial de Alviobeira (mediante inscrição) depois da celebração da eucaristia pelas 10H15m. A tarde promete ser de animação, ainda havendo um tempo reservado à paróquia. Contamos com a sua participação. Porque Alviobeira Acontece!

A Srª. Amélia fez 100 anos e nós estivemos lá

28 outubro 2013

Outubro de 1913… ano em que nasceu a D. Amélia. Foi no passado dia 19 de Outubro que fomos dançar ao aniversário da D. Amélia, que festejou a bonita idade de 100 anos. A D. Amélia é avó da Celine (componente do Rancho há 19 anos) e que actualmente está a trabalhar em Angola com o seu marido, mas que fez questão de marcar presença no aniversário da sua avó, a ocasião assim o exigia. Desde há muito que tínhamos combinado estar presentes, afinal somos uma família e a D. Amélia é para nós uma avó… bisavó e até trisavó. Sorridente, bem-disposta, faladora, ao lado da sua irmã de 95 anos e de muitos amigos e familiares, foi assim que encontrámos a D. Amélia. Dançamos danças do seu tempo e de muitos que ali estavam… é nestes momentos que o nosso trabalho ganha todo o sentido, demos por nós a comentar: “são eles que verdadeiramente nos compreendem”… uns sorrisos de rasgar a cara, uns olhares brilhantes, uma atenção a tudo o que se dança e canta… sim afinal aquilo que somos e representamos, fez parte das suas vidas, da sua juventude… … momentos difíceis, mas onde foram genuinamente felizes. E nós fomos ali tão felizes! A idade ganha um colorido diferente, e compreendemos que a felicidade está naquilo que somos!

Mercado à moda antiga

15 outubro 2013

E já passou! Mais um dia longo, intenso, cheio de emoções… Foi assim o domingo passado. Há três domingos andamos nestas andanças, primeiro foi a Mostra de Cheiros e Sabores, logo seguida do mercado novecentista em Tomar e agora o Mercado à moda antiga na nossa querida aldeia. Três vendas em tão pouco tempo é obra! As pernas e os pés estão quase a habituar-se aos dias longos, sempre em pé e de um lado para o outro. As tamancas e os sapatos já quase que não “mordem” os pés e nós quase nos sentimos uns verdadeiros vendedores. Depois de tudo passado, olhando para trás fica já uma saudade boa, aquela que nos enche a alma e acalenta e dá força para continuar em frente, mas sejamos honestos, que foram dias complicados, lá isso foram. Antes de mais um obrigado especial a todos os componentes do Rancho e familiares, sem vocês, nada tinha sido possível (como repetimos tantas vezes: “quem mais dá, mais recebe!”) depois um obrigado a todos os nossos amigos, os recentes e os de longa data, (não mencionamos nomes, pensamos que entre amigos isso não é preciso) sem a vossa presença, apoio, incentivo tudo seria bem diferente. Iremos repetir o evento, disso não temos a menor dúvida, melhorando muitos aspetos, porque pretensões de sermos perfeitos não temos, tornando este mercado à moda antiga num evento das gentes de Alviobeira e de todos aqueles que queiram juntar-se a nós nesse dia. Fizemos uma seleção de algumas fotos, para isso contribuiu a generosidade de muitos fotógrafos que por cá passaram e deixaram o registo. A todos o nosso muito obrigado.

Mercado à moda antiga

07 outubro 2013

MOSTRA DE CHEIROS E SABORES - 29 DE SETEMBRO - ALVIOBEIRA

24 setembro 2013

Descamisada

23 setembro 2013

Ontem, 21 de Setembro, todos os caminhos foram dar ao Chão das Eiras. Foi lá a nossa animada descamisada. Por volta das sete horas da tarde saímos de Alviobeira, a pé, em direção ao Chão das Eiras, um fim de tarde muito quente o que fazia adivinhar uma noite agradável, mesmo a calhar para a nossa descamisada. Pelo caminho fomos falando da vida, cantando, cumprimentando e convidando quem encontrámos no caminho. Quando chegámos ao Chão das Eiras já a noite caía. Uma tranquilidade apenas quebrada pela animação das vozes dos rapazes, das raparigas e da criançada que estava mais eufórica que nunca. O monte espigas esperava por nós mesmo no meio da eira. Foi só o tempo de nos colocarmos à volta da eira, devidamente acomodados e começar o nosso trabalho. O entusiasmo era tanto que depressa o monte de espigas começou a reduzir e mesmo que dissesse-mos para trabalharem um pouco mais devagar, quem conhece este Rancho, gente habituada ao trabalho, saberia logo que isso não seria possível. Se é para trabalhar é para trabalhar. Durante a descamisada, muitas foram as vezes que apareceu o milho rei, mas pelo tamanho da espiga, desconfiamos que alguns trouxeram a espiga de milho rei escondida de casa, mas tendo havido ou não batotice a verdade é que ela valeu uns valentes beijos e abraços para a animação da rapaziada e até dos mais velhos sempre ávidos de uns beijinhos. Não faltaram as cantigas, para dar ainda mais animação a esta descamisada, assim como as intrigas e até algumas conversas maldosos que só serviam para maior animação da noite. O Albino lá foi falando da sua Gracinda, que só apareceu para o bailarico, mas que por isso foi o alvo das conversas maldosas das raparigas, que a acusaram de ser uma rapariga gaiteira mas pouco dada ao trabalho. Embora os homens fossem pedindo um copo de vinho, a verdade é que o Ti Vicente desde logo avisou que isso era só no final, depois do trabalho feito haveria tempo para uma pinga, tremoços, uma aguardente e uma talhada de melão. E assim foi, depois do trabalho feito a promessa cumpriu-se e todos os que participaram na descamisada assim como o público teve direito a estas iguarias. Mas a descamisada não estava completa sem o bailarico, e para alegria de todos apareceu o ti António e o Ti Manel e aquilo é que foi bailar e cantar. Depois foi o regresso animado até a Alviobeira, claro está a pé. E a certeza que os nossos antepassados eram uns felizardos, porque as descamisadas eram de fato momentos de pura diversão e confraternização. Agora só falta malhar o nosso milho. E como já está prometido, lá para a matança do porco havemos de provar o pão feito com a farinha da nossa colheita.

Animação de rua nas Estátuas Vivas em Tomar

20 setembro 2013

Foram dois dias cansativos, mas muito animados! Valeu a pena!