ENTRUDO
27 fevereiro 2014Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
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Alviobeira acontece - Março
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Ciclo do Vinho - Poda da Vinha
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Plano de Atividades 2014
20 fevereiro 2014Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
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Matança do Porco
20 dezembro 2013

A matança foi no passado sábado, mas os trabalhos prolongaram-se durante toda a semana. Agora com a matança arrumada, olhamos para as fotos e “saboreamos” os momentos vividos em família.
Desde há muito que a matança do porco preocupava-nos, eram muitas as coisas a preparar, com a agravante das atividades, que iriam preencher dois dias de manhã à noite, estarem distribuídas por diversos locais.
Depois havia a questão dos trajos, mantê-los limpos, nestes dois dias seria complicado.
Mas tudo se fez. E foram dois dias tão intensos, tão cheios… que vão ficar na memória de todos.
Hoje temos a certeza que a matança do porco foi a chave de ouro para terminar um projeto também ele dourado, empolgante e ambicioso. Alviobeira acontece, foi o slogan escolhido para o ano comemorativo das bodas de prata, e ele traduziu de fato aquilo que aconteceu em Alviobeira: exposições, recriações, espetáculos, mercados, almoços, cinema, conferências, entre outros.
No sábado de manhã, preparámos as coisas para o almoço de domingo e de tarde partimos para a Runfeira, onde permanecemos toda a tarde e noite.
A Runfeira, atualmente desabitada, ganhou vida e animação, as vozes e os risos fizeram-se ouvir na aldeia. O forno da quinta cozia o pão de milho, como há muito não acontecia. Tudo parecia que ganhava vida, cor, cheiro e sabor.
A agitação era muita e depressa nos sentimos parte integrante daquele “quadro” que queríamos o mais verdadeiro possível. Mais do que uma recriação foi uma vivência. Não estávamos só a recriar aquilo que os nossos antepassados faziam uma a duas vezes por ano, agora éramos nós a viver esse acontecimento, e sentíamo-lo como nosso, era o “nosso” porco, o “nosso” milho, o “nosso” esforço, a “nossa família”. O tempo passou rápido de mais, pois houve sempre coisas para fazer, só mais junto à noite, com o porco já pendurado, as tripas lavadas, e as panelas a ferver, uma com uma sopa de ossos e outra com batatas e fígado guisados, sem esquecer a panela de fogo que cozinhava uns traçalhos de comer e chorar por mais, é que nos sentámos à volta da fogueira, a deliciarmo-nos com aquele comer que parecia ter um sabor diferente de tudo aquilo que alguma vez tivéssemos provado e um pão de milho saboroso, claro regado pelo bom vinho da terra.
As conversas, as brincadeiras, as cantorias animaram a noite, e o sentimento de família e de união era sentido por todos, tínhamos dito que seria o nosso jantar de Natal, e não poderia ter sido melhor. Afinal é preciso tão pouco para ser feliz…
Sem fatos de gala, sem cerimónias, sem talheres de prata, sem alcatifas e sofás… apenas um céu cheio de estrelas e o calor de uma fogueira a deitar labaredas por todo o lado, e claro, o calor humano, esse sobejava e aquecia a alma. Ali estávamos nós, sem falsidades, sem cerimónias, sem, sem, sem …mas com tanta coisa, daquelas que hoje em dia parecem rarear… e foi mágico e único.
No final da noite, alguns foram dormir um pouco, e o dia de domingo seria também ele longo e trabalhoso, enquanto outros ficaram de guarda ao porco, não fosse ele desaparecer.
No domingo de manhã, enquanto uns ficaram na cozinha a preparar o almoço, outros foram à missa. Terminada a Eucaristia, começamos a preparar as mesas, a fazer a limonada (feita pela Ti Júlia) que estava uma delícia, cortar o queijo, os enchidos, o pão e arranjar mais lugares, pois os convidados não paravam de aumentar e foram cento e trinta pessoas que nos deram a honra da sua presença.
A comida, a habitual nas matanças dos porcos estava uma delícia, e no final do almoço ainda ouve espaço para uma fatia de bolo, uns velhoses acabados de fazer, um café da cafeteira e licores caseiros.
Mas o nosso trabalho não acabou ali, depressa pegámos nos alguidares de barro onde estava a carne para cortar para as morcelas e chouriços e metemos mãos à obra. E ali na presença dos nossos convidados cortámos a carne para os enchidos, enquanto mesmo ali ao lado se dançava e batia o pé.
Este fim-de-semana foi de tal forma intenso que esta semana sempre que nos encontrámos (e foram algumas vezes pois as morcelas e os chouriços tinham-se que fazer) o assunto principal era a matança do porco.
Não sabemos quando iremos repetir a experiência, mas ficam as memórias… e essas duram uma vida…
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Matança do Porco
22 novembro 2013
“…juntavam-se os homens da família e os amigos, invariavelmente convidados para a função da matança e de tudo o que girava em volta desse acto, tradicional na vida das nossas gentes de então…”
Na preservação das tradições das gentes de Alviobeira, irá ser recriada pelo Rancho Folclórico de Alviobeira, a Matança do Porco, já nos próximos dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro.
Este Evento está inserido no Alviobeira Acontece e será o último de um ano recheado de muitas actividades e momentos inesquecíveis.
Como foi programado para a altura da Celebração do dia da Paróquia, achou por bem o Rancho e o Conselho Pastoral desenvolver em conjunto esta actividade, não fosse a matança do porco uma festa de família.
Acreditamos que nas memórias mais longínquas de grande parte de nós, gente da aldeia aqui nascida e criada, estão as matanças do porco. Eram momentos únicos de convívio e de encontro familiar.
Tradicionalmente realizada quando o frio se começava a sentir, a matança era motivo de grande alegria para a família, pois garantia parte do seu sustento ao longo do ano.
Matar um porco, era o governo de uma casa para o ano inteiro, por isso tanto cuidado na alimentação do animal, normalmente à base de beterraba, abóbora, as batatas mais miúdas, couves, às vezes algum feijão bichado e milho, que iriam possibilitar que a panela pudesse ser devidamente temperada ao longo do ano, para satisfação alimentar e felicidade da família.
Também o nosso porco, comprado à cerca de um ano atrás, foi crescendo alimentado pelos componentes do Rancho, que lá foram deixando restos de couves, batatas, aboboras, bolota e até nozes, mas, e a verdade seja dita, sem o cuidado e o trabalho do Carlos e Paulo Flores, ele não teria se desenvolvido da mesma forma.
No sábado, pelas 14H começará as actividades na Quinta da Runfeira. Todos estão convidados a assistir e a ajudar na matança do porco. A azáfama será muita, mas será certamente uma tarde de recordações, vivências únicas e de convívio.
Depois do porco morto, será altura de fazer a fogueira para chamuscar o porco e fazer a raspagem com pedaços de telhas e a lavagem.
O porco será aberto e limpo para depois ser pendurado no Chambaril até ao dia seguinte.
Caberá às mulheres ir lavar as tripas, no ribeiro ali mesmo na quinta da Runfeira.
E no final da tarde ainda temos tempo para um petisco.
Durante a tarde de sábado ainda temos que cozer o pão com o nosso milho que iremos este sábado, dia 23 de Novembro, moer no moinho junto ao Pego.
No Domingo as actividades irão começar bem cedo com a desmancha do porco e a preparação das carnes para os enchidos.
Na cozinha irá preparar-se o almoço que será servido pelas 13 Horas, no salão Paroquial de Alviobeira (mediante inscrição) depois da celebração da eucaristia pelas 10H15m.
A tarde promete ser de animação, ainda havendo um tempo reservado à paróquia.
Contamos com a sua participação.
Porque Alviobeira Acontece!
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