Mercado à Moda Antiga

06 outubro 2014

Cheiros e Sabores

30 setembro 2014

Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições do êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizeram ali? Fernando Pessoa Os diversos lugares da antiga freguesia de Alviobeira (hoje anexada ao Casais dando lugar à União de freguesias Casais Alviobeira) e o Rancho Folclórico e Etnográfico de Alviobeira em parceria com o CPP, uniram-se mais uma vez para realizar a 8ª Mostra de Cheiros e Sabores e Encontro de Folclore Infantil no adro da Igreja de Alviobeira. Se a Mostra de Cheiros e Sabores continua a realizar-se ano após ano, deve-se ao empenho de todos os lugares (Ceras, Chão das Eiras, Freixo, Manobra, Portela de Nexêbra e Alviobeira) que não poupam esforços para rechear a sua tasquinha com os mais variados pitéus, capazes de fazer crescer água na boca. Este ano não foi excepção e mais uma vez a oferta foi grande e variada. A “nossa” agua pé fez sucesso, a contar pelos vários litros vendidos. Falta agora esperar pelo “nosso” vinho que esperamos estar pronto lá para Novembro quando fizermos a Ronda das Adegas, prevista para o dia 2 de Novembro. Embora o sol tenha raiado logo cedo, fazendo prever um dia agradável e propicio ao convívio saudável entre a comunidade, que continua a ser o grande objetivo desta festa, por volta das 17 H, a chuva apareceu e todos os abrigos foram poucos para as muitas pessoas que ali se encontravam. Depois de uma hora de chuva intensa e continuada, S. Pedro abriu tréguas e ainda deixou atuar os mais pequenos. Por volta das 19H subiu ao palco o Grupo Infantil Danças e Cantares da Chamusca e o Rancho Infantil de Alviobeira que tentaram animar a festa com as suas danças e cantares, embora as condições já não fossem as melhores. A tarde foi animada pelos quadros etnográficos desta vez dedicados ao ciclo da vinha e do vinho, promovidos pelo RFEA. A adesão foi grande e mais uma vez agradecemos todo o carinho e todas as palavras de incentivo. Foi por brincadeira que iniciamos o ano passado os quadros etnográficos –estátuas vivas, e que temos vindo a treinar e a melhorar. Mas como normalmente as nossas brincadeiras torna-se em casos sérios, enquanto ficámos à espera no que isto possa dar, vamos fazendo…. ainda temos muito que aprender, mas o caminho faz-se caminhando. O adro foi preparado ao pormenor, quase que parecia que as cepas tinham nascido ali mesmo e criou-se um ambiente engraçado, capaz de fazer recordar a muitos momentos passados e a outros ensinar como se processa o ciclo do vinho. Passado Os cheiros e Sabores, já estamos em preparação para os dois mercados que aí vêm. Dia 5 de Outubro em Tomar e dia 12 em Alviobeira, na Rua do Comércio. Fotos Isabel e Teresa Freitas, Arnaldo Lopes e José Júlio Ribeiro As fotos dos quadros etnográficos estão belas, mas aguardamos mais fotos das tasquinhas que estavam também muito bonitas e recheadas.

MOSTRA CHEIROS E SABORES

19 setembro 2014

INTIMIDADES

07 agosto 2014

Um pouco tardia, mas aqui está a nossa reportagem sobre o Intimidades, pois seria impensável não fazê-la. Foi no passado dia 25 de Julho que a Rua do Comércio, em Alviobeira, fechada ao trânsito se transformou numa enorme passerelle para receber mais um Intimidades. Depois da experiência na Casa da Eira em Ceras, e das emoções vividas, seria quase um crime não repetir este “espectáculo” que para nós tem uma magia inexplicável, não fosse ele uma homenagem aos nossos trajos. Se a casa da eira, e o seu fabuloso cenário deu ao Intimidades uma melancolia e uma tranquilidade inexplicáveis, a Rua do Comércio trouxe ao Intimidades uma proximidade e outras vibrações, também elas únicas e mágicas. Este Intimidades teve o privilégio de ter música ao vivo, para isso contou com a amabilidade e disponibilidade do “nosso” Hugo, Luís Alves e Speedy. Como é bom ter amigos, aqueles que basta um telefonema, e logo embarcam nos nossos projectos e sonhos, sem “ses”. Como é fácil e bom trabalhar com o Hugo, o seu ar aparentemente despreocupado, não passa disso, se o não o conhecesse bem poderia até ficar “stressada” com a sua despreocupação e “está-se bem”, mas conheço-o à muito para saber da sua competência e profissionalismo. Depressa chegámos a um consenso sobre as músicas, quase todas sugestões do Hugo, depois trabalhadas por nós para os vários desfiles da noite e modéstia à parte penso que resultaram na perfeição. Durante toda a semana a Rua do Comércio teve movimento, música e animação, fazendo lembrar outros tempos em que as pessoas sentavam-se às portas a conversar e as crianças brincavam ali mesmo na estrada. Embora o frio fosse muito, os ensaios fizeram-se dia após dia, para que tudo corresse pelo melhor. Na sexta-feira os preparativos do espectáculo começaram logo ao fim da tarde e a azáfama foi muita. Cenário, luz, som, passerelle …. e como os nossos meios financeiros são sempre nulos para este tipo de espectáculo à que recorrer à imaginação e inventar cenários a custo reduzido, o que nos tempos que correm parece quase uma utopia. Tentar fazer uma produção, com alguma decência sem gastar praticamente nada, não é fácil, requer uma ginástica financeira enorme, vale-nos a ajuda dos amigos que nos vão emprestando/dando algumas coisas e a nossa imaginação fértil. Um obrigado especial ao Sr. Manuel Alves dos Chão das Eiras que nos forneceu o que viria a ser a base da nossa passerelle, assim como ao José Lourenço que nos deu um rolo de 40 metros de um tecido azul que a tornou mais elegante. Já passava um pouco das 22 Horas quando o Intimidades começou. A noite estava fria, mas quem teve coragem de sair de casa, penso que foi recompensado, porque o Intimidades voltou a surpreender. Mesmo para quem já o tinha visto na Casa da Eira, viu um novo espectáculo, com a mesma essência, mas com uma apresentação diferente. Para nós, absorvidos por aquele ambiente, a noite passou a correr, o frio esse nem o sentimos, tantas eram as emoções. Quando alguém saía da passerelle, apenas comentava: O ambiente está espectacular! E todos ficavam impacientes para chegar a sua vez de ir para o centro do espectáculo, onde a música, as luzes, os olhares e o carinho das pessoas, nos faziam sentir gigantes. Por último os agradecimentos. Não poderia deixar de fazer em primeiro lugar um agradecimento especial à Celine e à Marisa, as nossas grávidas, que tornaram o seu desfile ao som da música Asas, um momento lindo e muito especial. (Faz-nos bem ter asas para voar… ir mais além… amar e deixar-se amar… ) Aos amigos de sempre e aos recentes pelo apoio incondicional. Ao José Ribeiro mais uma vez um muito obrigado pelas belas imagens, obrigado pelo carinho e pela partilha. A todos os presentes que criaram uma moldura humana espectacular o nosso obrigado. Aos componentes muito obrigada, por continuarem a ousar ir mais além, sem reservas, nem medos, sempre disponíveis a mostrarem-se até mesmo na intimidade.

Arraial de S. Pedro

03 julho 2014

Já no final do arraial, depois de tudo arrumado, ou quase, fazia-se o balanço da festa e todos eram unânimes em considerar que não é preciso muito para passar uma tarde em convívio saudável e muita animação. A missa foi animada pelos cânticos antigos, e a procissão foi simples mais bonita. O andor de S. Pedro enfeitado com sardinheiras, as fogaças ornamentadas e transportadas pelas raparigas e mulheres do Rancho, as bandeiras, conferiram à procissão uma beleza singela. No chão a verdura e as pétalas de rosa. No final da procissão, as tasquinhas, onde se podia encontrar doces, refresco de limão e café, fruta da época, petingos, toucinhos, queijo e chouriço, foram apreciadas por todos. As fogaças foram vendidas logo no final da procissão e nem foi preciso leiloa-las. Os jogos tradicionais animaram a tarde, chinquilho, corrida de cântaros, jogo da corda e do galo. O vinho era bom, ali mesmo a sair da pipa, junto à carroça onde se encontrava o melão para venda. Não podia faltar o bailarico, para animar a festa e dançou-se e cantou-se.

Cirio a Dornes - 9 de Junho de 2014

11 junho 2014

Foi mais um círio a Dornes. Todos os anos, desde há 151 anos que as gentes de Alviobeira vão em peregrinação a Dornes na segunda-feira do Espírito Santo. Este ano o Sr. Júlio Leitão tinha feito a promessa de levar a bandeira, mas logo que contactado pelo Rancho, no sentido de fazer-se novamente a recriação da Peregrinação, aceitou sem grandes complicações, com uma simplicidade e generosidade que lhe é própria e já tão difícil de encontrar. Contactámos os nossos amigos e estes trouxeram outros amigos. Só assim se consegue fazer alguma coisa, cativando e deixando-se cativar. Sem interesses, apenas com a certeza que o convívio e a partilha dos momentos, bons e menos bons, são suficientes para encher o coração e tornar-nos “maiores”! São muitos os agradecimentos, porque muitas foram as ajudas e a união de esforços para que tudo corresse pelo melhor. Ficam os agradecimentos que não têm escala de importância, porque tudo o que é feito com e por amor, não é possível de ser medido nem quantificado. Um obrigado ao Sr. Vítor Rodrigues, Sr. José Manel, Sr. Miguel Pedrosa, Major Escudeiro e todos os restantes cavaleiros que se associaram a nós. Sem a vossa presença e generosidade, não teria sido possível a Recriação do Círio. Um obrigado a todos que tiraram da garagem os seus carros antigos, tornando o cortejo ainda mais bonito, em especial ao Sr. Joaquim Gonçalves que transportou algumas das nossas meninas. Um obrigado aos nossos patrocinadores: Rações do Zêzere, Sicarze e Herdade dos Templários. Tornaram os nossos lanches e os lanches dos nossos companheiros de quatro patas, melhores. Um obrigado ao António Freitas, José Júlio Ribeiro e Isabel Freitas pelas belíssimas imagens. Que bom é sentir que este Rancho não se fecha em si mesmo, mas está aberto a todos quantos desinteressadamente se associam a ele e trabalham para o sucesso e crescimento deste sonho iniciado à vinte seis anos atrás, é pena que nem todos saibam “vestir” os nossos projetos-sonhos. Um obrigado ao Destacamento da GNR que tudo fez para que o percurso fosse realizado dentro da normalidade. Um obrigado à Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, pela repeção mesmo à frente da Câmara. São estes pequenos gestos que nos fazem acreditar que o nosso trabalho é importante e válido. Um obrigado à União de freguesias Casais e Alviobeira pela disponibilização das carrinhas e pelo apoio publicitário. Um obrigado aos componentes do Rancho. Ser peregrino não é fácil. Um dia longo, cansativo mas cheio de emoções, daquelas que enchem o coração e o fazem bater mais forte. Obrigado aos “nossos” destemidos rapazes que não tiveram medo do percurso e foram a pedalar até Dornes. Obrigado ao Rancho da Alegria do Alqueidão de Santo Amaro, que se associou a nós, tornando-se nossos companheiros de peregrinação. Um bem aja ao Padre Sérgio, que embora constipado, fez questão de nos acompanhar de charrete (a sua presença foi importante para nós) ao Padre Pinto por ter presidido à eucaristia e ao Padre Mário por fazer questão em estar presente em Dornes neste dia. Por fim, mas não menos importante, um obrigado às gentes de Alviobeira que mais um ano se puseram a caminho rumo ao Santuário de Nossa Senhora do Pranto e a todos que a nós se quiseram associar. Ainda muito há a fazer pela Recriação do Círio a Dornes. Fica a saudade e a certeza que dentro de alguns anos havemos de fazer novamente a Recriação. Para mim, e penso que para muitos, mais que um passeio, um piquenique, um almoço com os amigos, o Círio a Dornes é a fé de um povo que caminha, reza, partilha, dança e canta junto. Muito ainda temos que aprender com os nossos antepassadoS, no que diz respeito à solidariedade e à união. Como é importante o sentido de família numa comunidade… é para isso que este Rancho trabalha. Alguns já o compreenderam e partilham-no, outros continuam a preferir viver orgulhosamente fechados nas suas conchas, preocupados com outras coisas. …Como compreendo bem Fernão Capelo Gaivota… como é difícil ousar voar mais alto… Pergunto, como é possível não olhar para o alto, numa terra onde o céu toca as águas do Zêzere, uma terra envolvida pela beleza única de uma paisagem verde, que transmite uma paz, e uma serenidade difícil de encontrar… que acalma a alma tornando-a mais grandiosa!? Dornes convida-nos a olhar para o alto, a aprender com simplicidade e a entrega de Nossa Senhora e a acertar o passo neste caminho de fé, que só tem sentido se partilhado e feito junto. Para terminar uma partilha… no nosso percurso até Dornes, ali mesmo na saída da nossa freguesia, uma pomba branca, linda, vinda de não sei de onde, voou ali mesmo à nossa frente, desaparecendo no céu. Para quem viu e acredita na força do Espírito Santo, sentiu-se animado e abençoado. RFEA

CIRIO A DORNES - 9 DE JUNHO 2014

03 junho 2014