FOTOS: José Júlio Ribeiro Uma Alviobeira que vai acontecendo por aí. Se o calor convidava a um fim-de-semana passado à beira da piscina ou no areal de qualquer praia, para este grupo as coisas foram bem diferentes. No sábado fizemos uma visita à bonita cidade de Viseu, para participar no Festival do Rancho de Caçador e no domingo realizámos mais uma Romaria a S. Pedro, nosso padroeiro. Chegámos à Alviobeira por volta das duas horas da manhã, com a certeza de que até o fim-de-semana terminar, muito havia por fazer. Dormimos um pouco para recuperar energias e mal o sol despertou, começou o frenesim para a preparação de mais uma romaria. Tendo consciência que é preciso trabalhar muito para fazer com que Alviobeira aconteça, os trabalhos iniciaram-se para que tudo estivesse pronto por volta das 15H, hora marcada para a chegada dos romeiros, ao adro da igreja. A colocação das barraquinhas, das mesas, as deslocações para trazer os burros, cavalos e carroças, a preparação dos petiscos e de todos os elementos necessários para a criação do ambiente de romaria, ocupou a nossa manhã que passou sem darmos por ela. Com alguns percalços pelo meio, que também servem para animar as coisas, com os amuos da burra Julieta e da égua “Bimba”, lá chegámos à Igreja para assistir à missa presidida pelo padre Sérgio. No final houve a procissão com as bandeiras, as fogaças, o andor de S. Pedro, os anjinhos, criando um ambiente de tranquilidade, permitindo olhar para dentro de nós e descobrirmo-nos a nós próprios. Uma procissão simples, intimista, sentida, a lembrar outros tempos, em que a simplicidade roçava a grandiosidade. E se antigamente o calor não afligia ninguém, pois as gentes do campo a ele estavam habituadas, hoje em dia somo sensíveis de mais, esquisitos de mais, e esse mesmo calor tanta vez por nós reclamado parece ter sido o motivo para muitos não terem ido à Romaria. Mas os mais corajosos, os mais companheiros, os que amam a sua terra, e admiram o trabalho deste grupo, que faz uma terra acontecer, mesmo numa tarde quente de Junho, esses… fizeram questão em marcar presença levando-nos a acreditar que ainda vale a pena trabalhar nesta aldeia. E a Romaria fez-se e houve mistura de sons, cores, cheiros. E o convívio saudável, aquele que só precisa do encontro, do toque, do olhar, foi simples, bonito e aconteceu. Pessoalmente adoro estas festas, que permitem às pessoas encontrarem-se, conversarem, comerem, dançarem…partilhando momentos e emoções, sem grandes artificies, sem brilhos artificiais… Um obrigado especial ao Sr. Manuel Azevedo, que não parou um minuto com a sua égua, a transportar as crianças, à dona da Julieta pelo empréstimo da Julieta ao proprietário do Restaurante Popular do Freixo e ao Sr. Horácio pela cedência das carroças. Não esquecendo, não fizesse ele parte da família, do José Júlio Ribeiro pela presença e pelas magníficas fotos… estamos a ficar mal habituados. E assim foi mais um fim-de-semana intenso… quente… único! Numa Alviobeira que “teima” em acontecer.
Romaria de S. Pedro
02 julho 2015Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
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Arraial de S. João - Tomar
22 junho 2015
No sábado, dia 20 de Junho, com temperaturas a rondar os 40º graus, o RFEA, começou bem cedo a preparar o material a utilizar nos quadros etnográficos que foram apresentados mais tarde no Arraial de S. João.
O calor era muito e com algum sacrifício lá fomos preparando as coisas para que os quadros etnográficos tivessem algum interesse para as pessoas que iriam passar pela Rua de S. João nesse dia.
Gostamos sempre de preparar os quadros etnográficos à volta de um tema, desta vez o escolhido por se tratar de um Arraial popular e por ser o ano da Festa dos Tabuleiros, foi Festas e Romarias. Assim todos os quadros foram criados à volta dos vários elementos presentes na Festa: o pão (ciclo do pão, nomeadamente a sementeira do milho, a descamisada, o peneirar da farinha e o amassar do pão), o trigo (ceifa e crivagem), a confeção de flores de papel e das fogaças e tabuleiros, a confeção de mantas de trapos (também elas utilizadas nas romarias), a confeção de rodilhas, a chegada à Romaria, o transporte das fogaças, a merenda e o bailarico.
Assim, por volta das 17h, a Rua de S. João começou a recuar no tempo, à medida que os cenários se foram criando. Pena que as pessoas não tivessem retirado os carros do estacionamento, apesar dos pedidos dos organizadores do arraial, o que nos obrigou a concentrar os quadros etnográficos em apenas metade da Rua.
Com música ambiente, escolhida à volta do tema Festas e Romarias, e já com um ventinho agradável a correr pela rua, começámos a apresentação dos Quadros Etnográficos em Estátuas vivas.
Se algumas pessoas já conheciam o nosso trabalho, outras foram surpreendidas por um ambiente diferente, que trazia à memória outros tempos e outras emoções.
É bom ouvir o comentário das pessoas e receber os parabéns de quem sabe observar e ver o muito trabalho que ali está, e que reconhece e sabe apreciar os pormenores.
Os turistas eram muitos, interessados e maravilhados pelo nosso trabalho, os elogios guardamo-los bem cá dentro do nosso coração, e se o nosso trabalho os emocionou, como nos disseram, as suas palavras encheram o nosso coração e a nossa alma.
No fim das estátuas, altura para o bailarico, a Rua de S. João com um verdadeiro ambiente de Arraial, ganhou ainda mais animação e todos dançaram, cantaram e brincaram.
No fim do bailarico, a pedido de algumas pessoas, voltámos a fazer estátuas e já anoitecer, falámos entre nós, que os quadros etnográficos ganhariam ainda mais beleza à noite, mas para isso necessitaríamos de iluminação de todos os quadros, exigindo outra logística.
Um obrigado especial a Ana Bela Santos, que desde que viu o ano passado os quadros etnográficos no Poço Redondo, não descansou até que não nos trouxe a Tomar. Foi no Arraial de S. João, nada melhor.
E assim, ainda com o coração a queimar, não do calor, mas das emoções vividas, regressámos à nossa Alviobeira. Foi o Alviobeira Acontece... desta vez em Tomar
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Romaria a S. Pedro
09 junho 2015Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
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1º PASSEIO DE BICICLETAS ANTIGAS
01 junho 2015
FOTOS: José Júlio Ribeiro.
Se por um lado a aderência das pessoas ao primeiro passeio de bicicletas antigas não foi muita, ou por falta de bicicleta ou por falta de pernas, pois pedalar uma “coisa” daquelas não é pêra doce, por outro os componentes do Rancho marcaram presença e o passeio não deixou de fazer-se e foi muito divertido.
Quando fizemos pela primeira vez, em 2013, a recriação do Círio a Dornes, de forma a transportar alguns componentes, começámos por procurar e recuperar algumas bicicletas antigas. Depressa nos apaixonámos por elas e começámos a levá-las para todo o lado passando a ser a “menina dos nossos olhos”.
Durante muitos anos elas fizeram parte da vida das gentes de Alviobeira, eram utilizadas nas mais diversas situações, para ir para o trabalho, para as fazendas, para os mercados, festas e romarias.
À medida que foram surgindo outros meios de transporte e bicicletas mais modernas elas foram colocadas de parte e arrumadas nos sótãos, onde começaram a apodrecer e a ganhar teias de aranha.
Ao abandono, rapidamente foram esquecidas, no entanto pela sua história e importância o RFEA achou por bem apostar na recuperação destas “meninas” e fazer um passeio de bicicletas antigas incentivando as pessoas a recuperarem as suas velhas bicicletas.
O passeio teve início em Alviobeira, na antiga escola primária, onde foi servido o pequeno-almoço, e passou pelos seguintes locais: Freixo, Calvinos, Catrinos, Chão das Eiras, Cêras, Pego, Touco, chegando à Runfeira por volta das 14H para o almoço.
Depois de um início um pouco atribulado e com alguns percalços, tais como perda de pedais, pneus rebentados, travões não muito operacionais, lá arrancámos em direcção aos Calvinos.
Á chegada aos Calvinos uma pequena paragem para beber um pouco de refresco de limão feito pela Ti Júlia e falar com alguns habitantes que ali nos esperavam.
Próxima paragem foi para rever o lagar e a eira que já havíamos visitado por altura da Ronda das Adegas. Fomos recebidos com um chouriço assado na brasa e uma pinga para renovar as energias.
À saída do lagar o encontro com um peregrino dos Caminhos de Santiago que nos acompanhou até aos Catrinos, a próxima paragem e com o qual partilhamos a nossa merenda da manhã.
Quando pensámos no Passeio de bicicletas, quisemos desde o primeiro momento ir aos Catrinos. Se inicialmente ali pensámos fazer a nossa refeição principal, por dificuldades de logística optámos por fazer apenas a bucha da manhã e aproveitar para refrescar.
Um obrigado especial à União de Freguesias Casais, Alviobeira, na pessoa do presidente João Alves, pela limpeza do terreno nos Catrinos, permitindo-nos usufruir daquele espaço tão bonito e com tantas potencialidades.
Seguiu-se o Chão da Eiras, o Alqueidão e sempre com a ribeira ali ao nosso lado, chegámos a Cêras.
Passámos junto à Casa da Eira que nos trouxe à memória recordações do nosso espectáculo Intimidades e da magia daquela casa e daquela noite.
Ao passarmos no Escoural, era impensável não parar no “nosso” refúgio, e embora a paragem fosse rápida deu para recordar e matar saudades dos momentos de convívio ali passados.
Ao longo da vala, chegámos ao pego e não resistirmos em mergulhar naquela água gelada mas revigoradora. Ficámos como novos, ou quase!
Tivemos ainda tempo para beber um chá refrescante feito pela Ti Júlia que estava ali mesmo junto ao Pego. Utilizámos para isso a “cabana” da Fernanda Ribeira que gentilmente nos cedeu o espaço.
Com as energias renovadas “empurrámos” as bicicletas pela encosta rumo ao Touco. Não foi fácil, se por lado queríamos empurrar a bicicleta por outro escorregávamos por todo o lado, e só tirando os sapatos e as meias conseguimos sair dali.
Pequena paragem para comer umas cerejas no touco, sentados na bicicleta a comer fruta da árvore, mas há alguma coisa melhor!?
Depois foi só pedalar até à Quinta da Runfeira, esticar as mantas e descansar.
Se as subidas foram difíceis, as descidas não ficaram atrás, principalmente para quem teve como companheira uma bicicleta sem travões. Mas tudo foi ultrapassado com boa disposição, gritos e gargalhadas.
O almoço já preparado esperava por nós, mas alguns mal se deitaram nas mantas, pregaram no sono, maior era o cansaço que a fome.
Uma sopa de legumes e rancho foi o nosso almoço. Fruta da época, pinga, limonada, licores, bolos caseiro completaram a refeição.
E ali debaixo da pinheiras e sobreiros, convivemos, conversámos, namorámos e dormimos a sesta.
Por volta das 16H30 fomos até ao local de partida e na escola primária, onde muitos de nós andámos e brincámos, fizemos jogos e brincadeiras de outros tempos.
Juntaram-se a nós a população e brincámos e merendámos.
No fim do dia o cansaço era muito mas aquele que nos enche a alma e o coração.
Algumas nódoas negras, arranhadelas, dores nas pernas e no traseiro, mas nada que não passe depois de uma boa noite de sono.
Se por um lado o cansaço era muito, a felicidade era ainda maior, quase que não cabia dentro do peito.
Se durante o percurso alguns iam dizendo que há malucos com mais juízo que nós, a verdade é que essa “falta” de juízo é necessária e recomenda-se.
Concordo contigo Andreia V. quando dizias: “se tivesse vivido naquele tempo, era muito mais feliz!”. Sem dúvida… são dias como estes que nos tornam pessoas melhores, mais “leves” e felizes…
Um obrigado especial ao nosso fotografo de serviço (José Júlio Ribeiro), como é bom ter amigos.
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1º Passeio de Bicicletas Antigas
22 maio 2015Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
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27º ANIVERSÁRIO
28 abril 2015
Estávamos
na década de oitenta, a juventude em Alviobeira era numerosa, mais raparigas
que rapazes. As raparigas eram jeitosas, pelo menos era o que diziam, e atraiam
aos bailes e matinés muitos rapazes de localidades vizinhas. Eram famosas as
matinés de Alviobeira, primeiro por baixo do palco, no que é hoje o salão de
catequese e mais tarde na garagem do Sr. Albino, hoje propriedade do seu filho
Raul. As tardes de domingo eram passadas a dançar e a conviver.
Era uma juventude diferente da de hoje em dia, nem melhor nem pior, apenas diferente, como também era diferente a sociedade daquele tempo.
Uma juventude que pouco ou nada tinha e que aprendeu a fazer do pouco muito, a divertir-se com pequenas grandes coisas.
Mas em Alviobeira, queria-se mais alguma coisa, e surgiu a ideia de um Rancho Folclórico, naquela altura pouco ou nada sabíamos de folclore, mas ávidos de aprendizagem depressa começamos a trabalhar, a pesquisar, a ouvir e aprender.
Foi uma animação, o primeiro carnaval, as recolhas, os ensaios, a compra dos tecidos, a primeira vez que vestimos o trajo, as primeiras atuações, as primeiras viagens, a descoberta uns dos outros, os primeiros namoros…
Seguiram-se anos intensos de descoberta e aprendizagem.
Ao Grupo inicial, do qual ainda fazem parte oito componentes, muitas outras pessoas se foram juntando ao longo do tempo, e da presença e do trabalho de todos, este Rancho tornou-se naquilo que é hoje.
Este ano o dia 24 de Abril, dia do nosso aniversário, calhou a uma sexta-feira, dia de ensaio. Mas esta sexta-feira foi diferente. Foi uma noite para recordar a década de oitenta, e se aos que tinham entre dezasseis e vinte poucos anos naquela altura, esta festa foi um reavivar de tantas memórias, para os mais novos acredito que foi igualmente divertido. Vestidos e penteados a rigor, começamos por fazer um passeio nocturno por esta Alviobeira que nos viu nascer e crescer, e acabámos a noite na nossa discoteca improvisada “Poitenta”, que estava um espectáculo. E dançamos, a noite toda.
O S. Pedro ainda ameaçou, mas nem ele foi capaz de resistir a esta noite anos oitenta, e deu-nos uma noite soberba.
Ficam aqui algumas fotos, tiradas pelo nosso amigo José Júlio Ribeiro, para mais tarde recordar.
Era uma juventude diferente da de hoje em dia, nem melhor nem pior, apenas diferente, como também era diferente a sociedade daquele tempo.
Uma juventude que pouco ou nada tinha e que aprendeu a fazer do pouco muito, a divertir-se com pequenas grandes coisas.
Mas em Alviobeira, queria-se mais alguma coisa, e surgiu a ideia de um Rancho Folclórico, naquela altura pouco ou nada sabíamos de folclore, mas ávidos de aprendizagem depressa começamos a trabalhar, a pesquisar, a ouvir e aprender.
Foi uma animação, o primeiro carnaval, as recolhas, os ensaios, a compra dos tecidos, a primeira vez que vestimos o trajo, as primeiras atuações, as primeiras viagens, a descoberta uns dos outros, os primeiros namoros…
Seguiram-se anos intensos de descoberta e aprendizagem.
Ao Grupo inicial, do qual ainda fazem parte oito componentes, muitas outras pessoas se foram juntando ao longo do tempo, e da presença e do trabalho de todos, este Rancho tornou-se naquilo que é hoje.
Este ano o dia 24 de Abril, dia do nosso aniversário, calhou a uma sexta-feira, dia de ensaio. Mas esta sexta-feira foi diferente. Foi uma noite para recordar a década de oitenta, e se aos que tinham entre dezasseis e vinte poucos anos naquela altura, esta festa foi um reavivar de tantas memórias, para os mais novos acredito que foi igualmente divertido. Vestidos e penteados a rigor, começamos por fazer um passeio nocturno por esta Alviobeira que nos viu nascer e crescer, e acabámos a noite na nossa discoteca improvisada “Poitenta”, que estava um espectáculo. E dançamos, a noite toda.
O S. Pedro ainda ameaçou, mas nem ele foi capaz de resistir a esta noite anos oitenta, e deu-nos uma noite soberba.
Ficam aqui algumas fotos, tiradas pelo nosso amigo José Júlio Ribeiro, para mais tarde recordar.
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FESTIVAL DE FOLCLORE
Viva a Festa!
Mais um ano passado, mais um aniversário, mais um Festival de Folclore.
Embora o Plano de Atividades do RFEA, seja diverso e extenso, numa Alviobeira que acontece todo o ano, também é verdade que o mês de Abril, continua a ter um gosto especial. É o mês do nosso aniversário, mês em que realizamos o nosso Festival de Folclore e trazemos a Alviobeira e à nossa casa grupos de outras regiões. Alguns, conhecemos desde há muito, e admiramos o seu trabalho, outros temos o privilégio de ver pela primeira, mas qualquer que seja a situação é uma oportunidade para estreitar laços e partilhar experiências. É encontro de pessoas diferentes, de regiões diferentes, mas que se reconhecem, porque todas elas trabalham com o mesmo objetivo, a preservação e divulgação dos usos e costumes das suas terras e das suas gentes.
No ano da festa dos tabuleiros, tão importante para as gentes do concelho de Tomar, e como não poderia deixar de ser para todos os Alviobeirenses, achámos por bem que Festas e Romarias, fosse o tema deste XXVII Festival. Recordámos o Sr. António João, que durante tantos anos preparou os tabuleiros para a grande Festa, o Manuel Marques, pai da Cláudia e do Aurélio que marcava sempre presença e de tantos outros, para quem a Festa dos Tabuleiros sempre fez parte das suas vidas.
Começamos por pensar no cenário, para que pudesse também ele ser uma homenagem à grande festa e decidimos desenhar e pintar três tabuleiros, um trabalho desenvolvido a várias mãos, tantas quanto os elementos do Rancho.
A União de Freguesias Casais e Alviobeira, preparou dois tabuleiros para que pudessem também eles fazer parte do cenário deste Festival e a Cláudia (componente do Rancho) fez mais de duzentos ramos de papoilas, malmequeres e espigas que distribuímos como recordação às pessoas presentes, assim com as cestas ornamentadas com esses mesmos elementos e que foram oferecidas aos grupos participantes.
Na recepção aos Grupo convidados, assim como no Festival de Folclore, fez-se presente dois tabuleiros com o respetivos pares trajados, agradecemos à Patrícia e à Rita que embora não fazendo parte do Rancho, aceitaram desde a primeiro momento o convite para estarem presentes.
Dentro desta mística preparámos a entrada em palco como forma de homenagear as festas e romarias da nossa terra.
Com o som do búzio e a cantiga da apanha da azeitona, deu-se inicio à entrada dos pares de trabalho em palco, enquanto que o som dos foguetes e do fado salteado animou o ambiente para a entrada das fogaças e dos pares domingueiros. Era assim o nosso povo, que apesar da vida difícil e suada do trabalho no campo, quando ouvia os foguetes e a concertina tudo esquecia, dançava e cantava como não houvesse amanhã.
E viva a festa! Viva a alegria de um povo! Viva o empenho e a dedicação de quem tudo faz para a sua festa ser a maior e a mais bonita!
E como podemos ainda hoje aprender tanto com os nossos antepassados que apesar das dificuldades, do trabalho árduo, da miséria, nunca perdeu a sua alegria, a vontade de fazer festa, de dançar, de encontrar-se… Numa geração que vive cada vez mais para si, que fala através de mensagens de telemóvel, que expressa emoções através de likes e stikers, como é importante o cultivo do convívio, do encontro, aquele que exige presença, olhos nos olhos, toque, abraços.
Neste ambiente de encontro e de festa, o RFEA deu inicio a mais um Festival de Folclore, seguindo-se os grupos convidados, Grupo Etnográfico de Fermêdo e Mato – Arouca, Rancho Folclórico os Camponeses de Riachos –Torres Novas, Rancho Folclórico O Caçador – Viseu e Rancho Folclórico de Parceiros- Leira, fazendo deste festival um grande Festival de Folclore.
Resta-nos agradecer aos Ranchos participantes, e a todos quantos se deslocaram a Alviobeira neste dia para ver o nosso Festival. A vossa presença e os vossos aplausos são muito importantes para todos os Ranchos Folclóricos que muito trabalham, por vezes em condições difíceis, para dignificar o Folclore de um país.
Este Festival ficou ainda marcado pela presença do Aurélio que depois de um acidente complicado e de dois meses de paragem, conseguir recuperar a tempo para estar presente no Festival. Conhecendo-o como conhecemos, sabemos que sentiu alguma pena por não dançar a escovinha e o bater do fado, mas estar presente já foi uma conquista.
E assim entre emoções, sempre intensas neste dia, realizou-se mais um Festival de Folclore.
Com o coração ainda cheio, e energias renovadas, estamos preparados para as actividades que se seguem, será já em Maio, no dia 24 de Maio, com o 1º Passeio de Pasteleiras. Até lá
Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
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