9ª MOSTRA DE CHEIROS E SABORES - ENCONTRO DE FOLCLORE INFANTIL

21 setembro 2015

Estátua Vivas - ARTES E OFÍCIOS

07 setembro 2015


Na sexta feira dia 28 de Agosto fomos novamente à rua de S. João apresentar as "nossas" estátuas vivas, desta vez à volta do tema arte e ofícios. Um obrigado especial ao Restaurante Pizzeria "O Siciliano" pela aposta no nosso trabalho e pela divulgação do mesmo. No final da noite, na altura dos agradecimentos dissemos que a rua de S. João estava a tornar-se a nossa casa, já que nos sentíamos naquela rua como na nossa terra... na nossa aldeia... na nossa casa... deve-se a isso a hospitalidade e a simpatia das pessoas, a forma como somos recebidos, e aposta frequente, sem medos e reservas no nosso trabalho. A noite estava agradável, e pela rua distribuímos os vários quadros, nomeadamente: o barbeiro, costureira e alfaiate, sapateiro, cesteiro, tanoeiro, vendedora, bordadeiras, tecedeira, parteira, Sr. Doutor, Sr. Prior e a curandeira. Desta vez apresentámos os quadros de uma forma diferente, recorrendo à narração de uma história sobre uma aldeia, de seu nome de S. João, cujos os habitantes desempenhavam as atividades atrás referidas. À medida que a história ia sendo contada, os quadros ganhavam vida por alguns momentos, ficando depois imóveis, permitindo ás pessoas, passaram, apreciarem e recordarem. No fim da noite, ainda houve tempo para o bailarico, porque festa que é festa tem que ser cantada e dançada. Ainda tempo para uma refeição saborosa, assim como são todas as refeições confecionadas com amor. Mais uma vez um obrigado do tamanho do nosso coração à Ana Bela Santos e ao Restaurante Pizzeria "O Siciliano". É bom ter amigos assim.

Participação no programa VERÃO TOTAL

Quando somos chamados a representar a nossa terra e o nosso concelho (Tomar), é com prazer e muito orgulho que o fazemos. São 27 anos a representar esta terra, os seus usos e costumes, sempre com muita paixão e vontade de fazer mais e melhor. Se cantar e bailar é muito bom, desde cedo, descobrimos outras formas de transmitir as tradições dos nossos antepassados. E desde essa altura nunca mais parámos, tem sido uma busca inquietante mais gratificante. E todos os anos trabalhamos no sentindo de criar novas formas de levar a etnografia mais longe e a novos públicos. Neste sentido temos criado e apresentado espetáculos como o Intimidades, Pulsações, Terra Fértil, Estátuas Vivas, bem como recriações de matanças, mercados à moda antiga, romarias, peregrinações, realizado exposições, realizado e documentado ciclos rurais como o do pão, vinho e azeite e produzido filmes. Tem sido um trabalho difícil, mas ao mesmo tempo enriquecedor. Quando somos chamados a participar num programa de televisão, normalmente apenas nos é dado um período bem reduzido de intervenção, sabemos que em televisão todos os minutos são importantes, mas se isso acontece deve-se à falta de conhecimento de muitas pessoas sobre o trabalho que os Ranchos desenvolvem na recolha, preservação e divulgação de uma entidade cultural que é a nossa. Quisemos no Verão Total apresentar para além da dança e da música uma das muitas catividades que desenvolvemos, agradecemos para tal a oportunidade que nos foi dada pela equipa do Verão Total, aliás muito simpática e profissional. Foi assim que levámos os quadros etnográficos em Estátuas vivas. Para quem tem curiosidade sobre o aparecimento da ideia de fazer os quadros etnográficos, contamos a história da primeira vez que os fizemos. Em 2003 realizámos uma exposição de fotografia, as fotos foram expostas nas paredes exteriores das casas em diversas ruas de Alviobeira, (e que devido à aceitação permanecem até hoje) e no dia da inauguração queríamos fazer alguma coisa diferente. A exposição intitulava-se "O Corpo em movimento" e documentava o movimento na dança, e nós queríamos mostrar que esse movimento era mais que a dança, era mais que o palco, que era um movimento muito mais abrangente que passava por trabalhar a ideia do cultivar (continuar) um passado (história) das nossas raízes ligada à nossa entidade cultural. Representámos então quadros etnográficos, recorrendo à imobilidade, tal como as fotografias, mas reais. Como os quadros eram imóveis verificámos que isso permitia às pessoas olharem e voltarem a olhar. Era como pegar numa fotografia e observar e deixar vir à memória todas as recordações que aquela “fotografia” despertava: pessoas, momentos, cheiros… muitas recordações …. E as pessoas passavam, olhavam, e ficavam largos minutos a olhar e a deixar as memórias invadir-lhe a alma e o coração, depois começavam a falar e a contar histórias. Os mais velhos aos mais novos, uns com os outros e até monólogos, em todos os casos, oportunidades únicas de aprendizagem e conhecimento. E desde esse momento as estátuas nunca mais pararam. A escolha dos quadros etnográficos para o verão Total, teve a ver com a importância de três elementos na vida das gentes de Alviobeira, nomeadamente o azeite, o vinho e o pão. Três ciclos, que temos vindo a desenvolver e a documentar desde 2003 e que tem também como objetivo o desenvolvimento social, económico e cultural da região e o enraizar de laços afetivos à terra e à comunidade. Se durante alguns anos, foi-lhe dado menos importância, hoje em dia eles começam aos poucos a ganhar a importância de outros tempos. Como na vida tudo é cíclico, aquilo que foi abandonado em tempos, nomeadamente a agricultura está a ser retomada principalmente pela população mais jovem, também como alternativa à falta de emprego. Esse interesse pela agricultura ainda se reveste de maior importância porque vem associado à vontade de proteger os alimentos, recorrendo à agricultura biológica e não ao uso excessivo de químicos. Antigamente desde que as talhas tivessem azeite, os barris vinho e as arcas milho, o sustento da família, que era normalmente numerosa estava assegurado. Não é por acaso que o azeite faz parte da dieta mediterrânica, hoje património imaterial da humanidade. Era usado em mesinhas caseiras, males da alma como o mau olhado, alimentação e Iluminação O vinho era usado não só como elemento de convívio mas também de alimento/ sustento. Até há pouco tempo, em muitas aldeias do interior dava-se vinho às crianças ao pequeno almoço. Usava-se as sopas de cavalo cansado para dar força para o trabalho do campo, que não era fácil. O pão o alimento por excelência. Sempre presente em todas as refeições. Apresentámos também um quadro de artes e ofícios, e como não podia deixar de ser tivemos que levar a tecedeira. Alviobeira era terra de tecedeiras, muitos são os teares e as peças feitas nos mesmos. Durante anos, a Ti Leonor, componente do Rancho e tecedeira de ofício, fez muitas peças no tear, hoje usadas nos nossos trajos. Mas nem só de trabalho viviam as gentes de Alviobeira, era nas romarias e festas que se faziam que se vestiam os melhores trajos e eram dias de oração e convívio. E o convívio passa obrigatoriamente pela partilha da comida e pela dança. Assim foi a nossa passagem pela Verão Total com a apresentação da moda: Amor seguimos ao Norte e apresentação de quadros etnográficos em estátuas vivas.

"PULSAÇÕES" FOI AO ENTROCAMENTO

29 julho 2015









 
FOTOS: ANTÓNIO FREITAS

Foi numa noite fria e um pouco ventosa que na passada sexta-feira, rumámos ao Entrocamento, mais propriamente à Praça Salgueiro Maia para apresentarmos, pela segunda vez, o “Pulsações”.
Apresentado pela primeira vez no cine teatro Paraíso em Tomar, a 13 de Fevereiro deste ano, este espetáculo que resulta de uma adaptação de um Primeiro Pulsações apresentado em Alviobeira, em Maio de 2014, continua a querer pulsar nos nossos corações e nos de quem nos vê.
Na apresentação do Pulsações pode ler-se “Pulsações é algo da natureza, essa pulsação que existe na natureza, nos animais, nas plantas é uma renovação, uma procura por uma linguagem de movimento, simplesmente.
Nada pode parar o sangue que corre nas veias e o que pulsa em corpos inquietos. Há sempre algo que escapa aos trajetos permitidos e ordenados; alguma maneira de inventar outros movimentos, outros percursos…
Essa procura/ descoberta do movimento faz com que o Pulsações seja um espetáculo que requer da nossa parte (componentes/atores) uma entrega total e uma preparação que conta com muitas horas de ensaios. Feito de pormenores, exigente nas emoções, nas expressões corporais e faciais, que têm que ser trabalhadas minuciosamente, este espectáculo “obriga” a várias repetições e ensaios para que no final tudo pareça simples, fácil, “limpo”.
Um corpo que se movimenta e conta uma história, que se entrega totalmente sem “(pre)conceitos”, que se vai (des)construindo para trazer à superfície a sua essência, aquela que por vezes está demasiado “camuflada”… é esta a proposta do Pulsações, que unindo canto, dança e interpretação, pretende (des)construir o folclore percorrendo uma trajetória cénica entre origem, memórias, movimento e criatividade…e que no final fique o silêncio, as memórias, o sentido verdadeiro.
Conciliando os ensaios do Pulsações com estudos, trabalho, atuações, e outros espetáculos que temos em cartaz, preparámos o Pulsações de forma a levá-lo ao Entrocamento, a verdade é que queríamos muito responder afirmativamente ao convite feito pela Câmara Municipal do Entrocamento, e nem a nossa agenda preenchida e o fato do palco ser ao ar livre nos impediu de levar o Pulsações à cidade Ferroviária.
Com as emoções à flor da pele, com o vento a bater nos nossos rostos, com algumas borboletas na barriga e com o coração a Pulsar, as danças, os movimentos, os sons foram enchendo a Praça Salgueiro Maia, perante uma plateia que tentava perceber do que se tratava aquele novo Pulsar.
Para quem não encontrou respostas, sugerimos que sintam a energia que vem da terra, e que se ouve no coração, que cria movimento, a descoberta do movimento… às vezes inquietante, por ser novo… às vezes rude, por ser genuíno, ás vezes exigente por ser verdadeiro… que nos leva a dar tudo… a ousar criar… sem medos, sem retoques… natural...
E depois desta descoberta, o olhar olhos nos olhos! O encontro natural… de quem não tem nada a esconder.
No final esse encontro traduziu-se pelo agradecimento, simbolizado num ramos de flores (onde havia girassóis… afinal ainda há coincidências) trazido pelas mãos do presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Dr. Jorge Manuel Alves de Faria, também ele homem de números mas capaz de interpretar estes Pulsações que ousa usar outras equações.

INTIMIDADES

22 julho 2015


O solar da quinta da Eira, em Ceras, foi o primeiro local onde apresentámos "Intimidades", um espetáculo que é na sua essência um momento de homenagem aos nossos trajos. Um trabalho que mistura a palavra, o som, a cor, a imagem, o movimento, o corpo. Ficámos encantados pela magia do solar, pela beleza da construção e por toda a história que aquele local nos parecia querer contar… - lugares mágicos que nos enchem a alma. Somos sem dúvida um pouco dos lugares que trazemos em nós e a partir daquele momento guardámos bem cá dentro, as emoções vividas naquele dia. As pedras do solar foram ganhando vida à medida que apresentámos os nossos trajos e quase que coraram quando revelámos as nossas roupas interiores. E houve uma fervilhar de emoções que ainda hoje sentimos quando falamos, ou passamos no solar, que depois do espetáculo voltou a adormecer, num silêncio profundo. Em 2014, quisemos repetir o Intimidades, escolhemos a "nossa" Alviobeira, mais propriamente a rua do Comércio para a sua apresentação e se a casa da eira, e o seu fabuloso cenário deu ao Intimidades uma melancolia e uma tranquilidade inexplicáveis, a Rua do Comércio trouxe ao Intimidades uma proximidade e outras vibrações, também elas únicas e mágicas. Em 2015, não poderíamos deixar o "Intimidades" esquecido, e porque não levá-lo novamente a um local onde as pedras contam histórias?! Depois de conhecer a adega e a eira nos Calvinos por altura da Ronda das Adegas, pareceu-nos ser aquele o lugar que procurávamos. São lugares que nos fazem bem à alma, pela sua história, simplicidade, beleza e silêncio. E se à tarde, durante os ensaios, o sol queimou os corpos, à noite, a brisa suave que se fazia sentir e o céu que parecia ter sido pintado por um artista, revitalizou-nos a alma. Ficámos perplexos ao saber que muitos não conheciam aquele espaço, a verdade é que passamos demasiado tempo fechados nas nossas casas, sem darmos conta das maravilhas que existem, bem ao nosso lado. Esperamos (RFEA) conseguir despertar nas pessoas o interesse pelo património rural, constituído ao mesmo tempo por elementos materiais e imateriais, de infinita riqueza e fazer com que as pessoas tenham orgulho no património existente no seu território. Este património, que urge preservar, funciona igualmente como motor de desenvolvimento do território em que se situa. Reconhecer o valor do passado, proteger e valorizar o património rural, torná-lo conhecido, acessível e interativo com as populações rurais é uma tarefa indispensável à manutenção dos equilíbrios ecológicos, à preservação da autoestima e do desenvolvimento económico, social e cultural. Esta é sem dúvida uma tarefa de todos nós. Voltando ao nosso espectáculo, o público começou a aparecer por volta das 21H e a eira começou a ganhar cor e vida. Ouviu-se histórias de outros tempos, contadas pela boca dos mais antigos, que fizeram questão em assistir ao Intimidades. E a população de Calvinos compareceu e tornou a noite e o Intimidades grandioso numa simples eira de aldeia. Antes do espetáculo começar, ainda houve tempo para passarem pela adega e provar os nossos licores. Cada espetáculo, tem a sua história, e esta escreveu-se com palavras de generosidade e aventura comunitária.
Que bom fazer parte desta Alviobeira que vai acontecendo por todo o lado.

Romaria de S. Pedro

02 julho 2015

FOTOS: José Júlio Ribeiro Uma Alviobeira que vai acontecendo por aí. Se o calor convidava a um fim-de-semana passado à beira da piscina ou no areal de qualquer praia, para este grupo as coisas foram bem diferentes. No sábado fizemos uma visita à bonita cidade de Viseu, para participar no Festival do Rancho de Caçador e no domingo realizámos mais uma Romaria a S. Pedro, nosso padroeiro. Chegámos à Alviobeira por volta das duas horas da manhã, com a certeza de que até o fim-de-semana terminar, muito havia por fazer. Dormimos um pouco para recuperar energias e mal o sol despertou, começou o frenesim para a preparação de mais uma romaria. Tendo consciência que é preciso trabalhar muito para fazer com que Alviobeira aconteça, os trabalhos iniciaram-se para que tudo estivesse pronto por volta das 15H, hora marcada para a chegada dos romeiros, ao adro da igreja. A colocação das barraquinhas, das mesas, as deslocações para trazer os burros, cavalos e carroças, a preparação dos petiscos e de todos os elementos necessários para a criação do ambiente de romaria, ocupou a nossa manhã que passou sem darmos por ela. Com alguns percalços pelo meio, que também servem para animar as coisas, com os amuos da burra Julieta e da égua “Bimba”, lá chegámos à Igreja para assistir à missa presidida pelo padre Sérgio. No final houve a procissão com as bandeiras, as fogaças, o andor de S. Pedro, os anjinhos, criando um ambiente de tranquilidade, permitindo olhar para dentro de nós e descobrirmo-nos a nós próprios. Uma procissão simples, intimista, sentida, a lembrar outros tempos, em que a simplicidade roçava a grandiosidade. E se antigamente o calor não afligia ninguém, pois as gentes do campo a ele estavam habituadas, hoje em dia somo sensíveis de mais, esquisitos de mais, e esse mesmo calor tanta vez por nós reclamado parece ter sido o motivo para muitos não terem ido à Romaria. Mas os mais corajosos, os mais companheiros, os que amam a sua terra, e admiram o trabalho deste grupo, que faz uma terra acontecer, mesmo numa tarde quente de Junho, esses… fizeram questão em marcar presença levando-nos a acreditar que ainda vale a pena trabalhar nesta aldeia. E a Romaria fez-se e houve mistura de sons, cores, cheiros. E o convívio saudável, aquele que só precisa do encontro, do toque, do olhar, foi simples, bonito e aconteceu. Pessoalmente adoro estas festas, que permitem às pessoas encontrarem-se, conversarem, comerem, dançarem…partilhando momentos e emoções, sem grandes artificies, sem brilhos artificiais… Um obrigado especial ao Sr. Manuel Azevedo, que não parou um minuto com a sua égua, a transportar as crianças, à dona da Julieta pelo empréstimo da Julieta ao proprietário do Restaurante Popular do Freixo e ao Sr. Horácio pela cedência das carroças. Não esquecendo, não fizesse ele parte da família, do José Júlio Ribeiro pela presença e pelas magníficas fotos… estamos a ficar mal habituados. E assim foi mais um fim-de-semana intenso… quente… único! Numa Alviobeira que “teima” em acontecer.

Arraial de S. João - Tomar

22 junho 2015














No sábado, dia 20 de Junho, com temperaturas a rondar os 40º graus, o RFEA, começou bem cedo a preparar o material a utilizar nos quadros etnográficos que foram apresentados mais tarde no Arraial de S. João. O calor era muito e com algum sacrifício lá fomos preparando as coisas para que os quadros etnográficos tivessem algum interesse para as pessoas que iriam passar pela Rua de S. João nesse dia. Gostamos sempre de preparar os quadros etnográficos à volta de um tema, desta vez o escolhido por se tratar de um Arraial popular e por ser o ano da Festa dos Tabuleiros, foi Festas e Romarias. Assim todos os quadros foram criados à volta dos vários elementos presentes na Festa: o pão (ciclo do pão, nomeadamente a sementeira do milho, a descamisada, o peneirar da farinha e o amassar do pão), o trigo (ceifa e crivagem), a confeção de flores de papel e das fogaças e tabuleiros, a confeção de mantas de trapos (também elas utilizadas nas romarias), a confeção de rodilhas, a chegada à Romaria, o transporte das fogaças, a merenda e o bailarico. Assim, por volta das 17h, a Rua de S. João começou a recuar no tempo, à medida que os cenários se foram criando. Pena que as pessoas não tivessem retirado os carros do estacionamento, apesar dos pedidos dos organizadores do arraial, o que nos obrigou a concentrar os quadros etnográficos em apenas metade da Rua. Com música ambiente, escolhida à volta do tema Festas e Romarias, e já com um ventinho agradável a correr pela rua, começámos a apresentação dos Quadros Etnográficos em Estátuas vivas. Se algumas pessoas já conheciam o nosso trabalho, outras foram surpreendidas por um ambiente diferente, que trazia à memória outros tempos e outras emoções. É bom ouvir o comentário das pessoas e receber os parabéns de quem sabe observar e ver o muito trabalho que ali está, e que reconhece e sabe apreciar os pormenores. Os turistas eram muitos, interessados e maravilhados pelo nosso trabalho, os elogios guardamo-los bem cá dentro do nosso coração, e se o nosso trabalho os emocionou, como nos disseram, as suas palavras encheram o nosso coração e a nossa alma. No fim das estátuas, altura para o bailarico, a Rua de S. João com um verdadeiro ambiente de Arraial, ganhou ainda mais animação e todos dançaram, cantaram e brincaram. No fim do bailarico, a pedido de algumas pessoas, voltámos a fazer estátuas e já anoitecer, falámos entre nós, que os quadros etnográficos ganhariam ainda mais beleza à noite, mas para isso necessitaríamos de iluminação de todos os quadros, exigindo outra logística. Um obrigado especial a Ana Bela Santos, que desde que viu o ano passado os quadros etnográficos no Poço Redondo, não descansou até que não nos trouxe a Tomar. Foi no Arraial de S. João, nada melhor. E assim, ainda com o coração a queimar, não do calor, mas das emoções vividas, regressámos à nossa Alviobeira. Foi o Alviobeira Acontece... desta vez em Tomar