Almoço de Aniversário

19 abril 2016












Desde há 28 anos que o mês de Abril é vivido de uma forma diferente, para nós RFEA. É o mês do nosso aniversário e se as actividades são muitas ao longo de todo o ano, permitindo o encontro e convívio entre os componentes, a verdade é que o frenesim, a agitação e a animação deste grupo parecem ser diferentes neste mês. Neste domingo, nem a chuva, que gosta sempre de marcar presença nas nossas actividades, foi capaz de apagar o fogo presente nos nossos corações, avivado pela amizade, pelos sorrisos pelo gosto que temos de partilhar momentos e gestos. Desde o primeiro ano de existência deste grupo, duas actividades são presença obrigatória no plano de actividades deste mês: o almoço convívio e o Festival de Folclore. No dia a seguir ao Festival celebramos a missa de ação de graças, pela vida deste grupo. Cumprindo a tradição realizou-se no domingo, dia 17, o almoço que contou com a presença de amigos de longa data e amigos recentes, contribuindo assim para a celebração da vida deste grupo, que muito tem trabalhado para a união e dinamização desta Alviobeira tão pequena, mas tão grande. O trabalho de preparação deste almoço envolve muita mão-de-obra, muitos são os pormenores a tratar, desde a preparação da comida até à decoração da sala. É um trabalho que envolve muitas horas, dedicação, paciência e algum sacrifício. O nome atribuído às mesas foi o nome de várias danças e os anos 20 serviram de inspiração para a apresentação dos “serventes de mesa”. No próximo sábado, dia 23, pelas 21H30, realizar-se-á no salão do CRCA, o Festival de Folclore e no domingo dia 24, pelas 10H15, a missa de acção de graças. A tarde e noite serão preenchidas com algumas actividades que divulgaremos em breve. E porque é nestes momentos de maior azáfama que aparecem alguns convites de actuações irrecusáveis, temos que conciliar os trabalhos e gerir os recurso para dar resposta às várias atividades. E assim foi... no sábado, depois de um dia e tarde dedicado à preparação do almoço e decoração do salão, fomos até à Arroteia-Venda Nova, mais propriamente à casa dos nossos amigos Kevin Magill e companheira, que juntaram na sua casa amigos ingleses e portugueses, ambos dedicados à música e dança tradicional, promovendo o intercâmbio social, cultural e musical. Sendo a música e a dança uma linguagem universal, com a uma capacidade única de unir pessoas foi fácil a comunicação e maravilhoso o convívio. Assim foi o nosso fim de semana, cheio de emoções, partilha, troca de experiências e que, certamente, contribui para o enriquecimento pessoal de todos.

ABRIL - ALVIOBEIRA ACONTECE

05 abril 2016

Almoço - 28 º Aniversário

DIA 17 DE ABRIL DE 2016 13H SALÃO PAROQUIAL DE ALVIOBEIRA

CONFERÊNCIA "POR UM FIO"

07 março 2016

SERRAR DA VELHA

A meio da Quaresma, para cumprir a tradição o RFEA, realizou no passado dia 4 de Março, no CRC de Alviobeira o Serrar da Velha. Antigamente a Quaresma, era para todos, um intenso período de respeito e devoção. Dias e noites de grande temor, recato e recolhimento, marcados por longos jejuns e principalmente pela abstinência de carne, de todo o tipo, nem que fosse apenas na quarta feira de cinzas, em todas as sextas feiras, na quarta feira de trevas e na sexta feira da paixão. Tempo de silêncio profundo. Não havia bailaricos, cantar então, só se fosse as mais simples músicas que lembrassem as orações e as pessoas continham as gargalhadas. E o roxo, estava por todos os lugares onde se faziam preces e se exaltava o perdão. Tudo era quieto, quase parado. Os invernos eram rigorosos e se por um lado as chuvas fortificavam as terras por outro significavam dias e dias sem trabalho. A Aldeia ficava ainda mais escura e sombria. Quando a quarta-feira de cinzas era bem chovida, significava que a Quaresma ia ser molhada. E as previsões quase sempre se cumpriam. Se por um lado era um tempo de obscuridade, pelo sofrimento, paixão e morte de Jesus Cristo, por outro era um tempo de uma certa desordem. Ocorrências misteriosas, comportamento inexplicáveis, ameaças ocultas, lua cheia, ruídos desconhecidos, vozes estranhas, incêndios e afogamentos, tudo isto povoava o imaginário popular. Lobisomens, mulas sem cabeça podiam estar em cada canto escuro. Como antídoto a isto tudo, só penitência e oração, apesar de que alguns amuleto para afastar o mal e seus maléficos. Foi dentro desta mística, que este ano, o RFEA construiu o seu Serrar da Velha. O cenário era escuro e triste retratando os rigorosos Invernos e o período da Quaresma. Se por um lado tudo parecia proibido e pecado na Quaresma, ainda havia algumas brincadeiras permitidas tal como o engraxar (engraxar, engraxar, quando eu te mandar rezar reza, ortiga, ortiga seremos comadres/compadres para toda a vida), e claro está o Serrar da Velha. Os homens encontravam-se para planear o Serrar da Velha e escolher a velha a ser serrada. Este foi o mote para serem apresentadas “quatro velhas” possíveis candidatas ao Serrar da Velha, todas elas bem diferentes: a curandeira, a beata, a coscuvilheira e a santa. Alguns monólogos e contra cenas, serviram para falar de costumes antigos e tradições de outros tempos. No final como não podia deixar de ser serrou-se a velha e leu-se o testamento. Deixa-mos aqui registado que a velha deixou ao Rancho no testamento deste ano. - “Ó velha o que deixas a Alviobeira para esta não adormecer? - O melhor é apoiarem o Rancho se quiserem fazer Alviobeira acontecer.” - “ Ó velha e àqueles que têm dor de cotovelo do Rancho o que podes deixar? - Olha que façam melhor, pois é sempre mais difícil fazer do que criticar” - “Ó velha o que deixas ao Rancho que seja uma coisa de valor? - Força e coragem, mesmo quando o pé em cima lhe quiserem pôr.” - “Ó velha porque é que o Rancho de Alviobeira provoca tantos comichões? - Não sabes? É simples, porque fazem parte d’ele gente com “colhões.” As gargalhadas fizeram-se ouvir a medida que foi lido o testamento. Ainda faltava alguns dias para a Páscoa e para a alegria e cor povoarem a aldeia que até lá continuava triste e sombria. Assim terminou mais um Serrar da Velha. Agora já se trabalha na Conferência sobre o azeite “Por um fio” que realizar-se-á no próximo domingo dia 13 de Março, no antigo lagar de azeite de Alviobeira, das 15H às 17H30. Para além da conferência, haverá um pequeno documentário e exposição fotográfica sobre o Ciclo do Azeite desenvolvido pelo Rancho no ano passado.

SERRAR DA VELHA

22 fevereiro 2016

PRESÉPIO AO VIVO

22 dezembro 2015







 

O fim do ano aproxima-se e com ele a revista aos acontecimentos que nos marcaram ao longo do ano.
Um olhar apressado por tudo aquilo que foi feito e parece-nos muito para um Grupo que trabalha todo ele em regime de voluntariado.
Para além das habituais actuações em Festas e Festivais de Folclore foram muitas as actividades desenvolvidas. O plano de actividades do RFEA é diversificado e para todos os gostos.
Se no inicio do ano, apostamos na criação e ensaio de espectáculos mais arrojados e contemporâneos como o Pulsações ou Intimidades, no último semestre embarcamos nos mercados e feiras, vindima e apanha da azeitona, ronda das adegas, e passamos a ter as mãos calejadas e a sentirmo-nos verdadeiramente homens e mulheres do campo.
Como alguém diz: Os mercados dão saúde, e é aqui que surgem os sonhos e o projeto de um dia criarmos a nossa marca e termos um espaço, como o lagar de Alviobeira, ou a antiga taberna do Candonga, para venda dos nossos produtos e realização de atividades culturais.
A aposta enriquecedora no ciclo do vinho e do azeite, será para repetir nos anos que se seguem, bem como algumas das iniciativas que começaram a fazer parte da agenda de muitas pessoas.
Talvez seja a época de Natal, ou a recordação das actividades desenvolvidas, a verdade é que uma certa nostalgia apodera-se de nós, saudades de momentos, de pessoas que já não estão entre nós, de uma Alviobeira de outros tempos onde o espírito comunitário era mais intenso e mais verdadeiro.
Nós vamos fazendo a nossa parte, fazendo com que Alviobeira aconteça, apostando na dinamização desta terra, desenvolvendo actividades que permitem o encontro entre a comunidade, a animação de rua, fazendo de Alviobeira, uma terra onde as pessoas se encontram e convivem na rua, onde há barulho de crianças e sons de animais, onde os mais velhos passeiam e falam com os mais novos, onde se aquece o coração e a alma com um simples café de cafeteira, uns velhoses, ou uma pinga da Runfeira.
E foi assim neste domingo, no largo do Coval, também ele carregado de simbolismo para as gentes de Alviobeira, que se realizou o Presépio ao vivo e nossa aldeia ganhou vida, movimento e cor.
Foram retratados vários quadros referentes à época que estamos a atravessar, bem como algumas actividades rurais e ofícios.
Venderam-se os nossos produtos: vinho, azeite, licores, vinagres, sal aromático, chás, entre outros, que podem bem serem utilizados como prendas de Natal.
A preparação do Presépio ao vivo não é fácil, a logística é gigante para um Grupo que não parou um segundo durante o ano. Mas o espírito de Natal, apodera-se de nós, nem podia ser de outra forma, dando-nos força para realizar mais uma actividade, e esta não é uma actividade qualquer, é tornar esta Alviobeira numa aldeia Natal.
Aos poucos queremos melhorar e engrandecer esta iniciativa, fazer de Alviobeira, uma aldeia que as pessoas queiram visitar todo o ano e ainda mais nesta época de Natal.
Tudo tem que ser montado no local, muitos são objetos a transportar, os animais, os utensílios, enfim todo o cenário, no final de contas são muitas horas de trabalho voluntário.
Mas afinal não é este o espírito de Natal? Aquele que parece andar esquecido, ou adormecido! Simplesmente DAR-SE!? Tão simples e tão dificil!
Para valorizar os cenários, recorremos a pessoas amigas, já habituadas aos nossos pedidos e às quais agradecemos desde já toda a disponibilidade e colaboração.
Para além dos amigos habituais, tivemos também a preciosa colaboração do Sr. Leonel António, que ao longo dos anos foi criando nos pavilhões da FAI, um núcleo museológico de grande valor, mas que infelizmente e vai-se lá saber porquê, carece de apoio e interesse por parte das autoridades competentes, para ganhar maior visibilidade e dignidade e devolver a tantas peças a importância que tiveram em outros tempos. Nós RFEA, estamos disponíveis para dar vida ao espaço e às muitas histórias associadas aos milhares de peças e utensílios existentes naquele espaço.
O tempo ajudou e as pessoas marcaram presença acarinhando mais uma vez o trabalho deste Grupo.
E o largo do Coval, fez lembrar os tempos em que ali se passavam divertidas tardes de domingo, animadas pelas cantigas, danças, brincadeiras e namoricos.
Resta-nos desejar a todos um Santo Natal e votos e um ano de 2016 cheio de projectos e sonhos.
Nós prometemos que continuaremos a sonhar e a realizar sonhos, nesta Alviobeira que para acontecer, basta querer.
Nós voltaremos logo no primeiro dia do ano, andaremos a cantar os Reis porta à porta e a desejar a todos um bom ano.