SERRAR DA VELHA
05 abril 2017
O Rancho
Folclórico de Alviobeira abriu com chave de ouro as atividades de Abril, que
por ser o mês do seu aniversário, oferece um programa bastante intenso e
variado para todos os públicos.
O Serrar da
Velha tradição antiga e bem conhecida das gentes de Alviobeira, foi a alguns
anos atrás recuperada pelo Rancho que inicialmente optou pela recriação ao ar
livre, aproximando-a do original, mas que depressa percebeu que o Serrar da
Velha teria que passar por um espetáculo de palco, já que as nossas aldeias já
não são tão silenciosas, escuras e místicas como noutros tempos.
O Rancho viu-se
assim obrigado a repensar a forma de manter viva a tradição e despertar nas pessoas
a vontade de assistir à recriação/espetáculo, acabando por optar por
apresentá-lo num espaço fechado.
O Serrar da
Velha, acontecia a meio da Quaresma que era um tempo de silêncio profundo e
para todos um intenso período de respeito e devoção.
A Quaresma
prolonga-se desde a quarta feira de cinzas até ao sábado de Aleluia, e
antigamente este era um tempo de penitência e jejum para todos os fiéis.
Muitas eram as
proibições, que passavam por não comer carne, não dançar nem cantar e as pessoas
continham as gargalhadas.
O ano passado, o
Serrar da velha, recorrendo ao uso de tecnologias multimédia, explorou o ambiente
sombrio e triste da aldeia durante a Quaresma.
Este ano e
porque gostamos de fazer diferente, optámos por uma comédia que arrancou muitas
gargalhadas da assistência.
Assim no salão
do CRC, no primeiro de Abril, dia das mentiras, mas que não impediu que a velha
tivesse dito algumas verdades, foi apresentado mais um Serrar da Velha.
A peça
desenvolvia-se num lar de idosos particular, administrado pela D. Maria dos
Anjos, que de anjo tinha pouco, uma mulher autoritária e de pouca compaixão
para com os seis idosos residentes do lar. Fazia ainda parte do elenco uma
empregada, que não tinha mãos a medir para cuidar de todos os idosos e que era apenas
auxiliada pela sua filha menor. Este lar recebeu a visita da animadora Vanessa,
do Dr. Rufino e do padre António.
A ligação da
peça ao Serrar da velha era feita através de uma das idosas, a Sr.ª Albertina a
quem a Dona do lar administrava soníferos, para não incomodar com as suas
histórias e que sempre que acordava, ia relatando a tradição do serrar da
velha.
No final, ouviu-se
o testamento do Serrar da Velha que contemplou várias pessoas.
O Serrar da
Velha sempre foi um momento ansiado mas um pouco temido, pois a velha tem a
língua afiada e não tem medo de dizer a alta voz aquilo que muitos pensam e vão
dizendo a socapa.
No dia seguinte
ainda com o Serrar da Velha na boca das pessoas e com sorrisos rasgados na cara,
a população compareceu mo dia seguinte na escola primária para assistir a uma
secção de cinema. O filme apresentado foi Caminhos Cruzados, um filme produzido
pelo RFEA.
Para dar
continuidade às comemorações do nosso aniversário, realizar-se-á no próximo
domingo dia 9 de Abril, o almoço de aniversário no salão Paroquial, no dia 22
de Abril o Festival de Folclore no CRCA e no dia 29 a Gala de Aniversário no
mesmo local.
Alviobeira
acontece em Abril.
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Etiquetas: Actividades, Tradições
ANTIGA ESCOLA PRIMÁRIA - a nossa sala de estar
15 fevereiro 2017
Aos primeiros
acordes e poemas, o público ficou preso ao talento e à simplicidade do grande
poeta Jorge Roberto.
À hora marcada,
com a viola na mão, chegou Jorge Roberto à antiga escola primária de
Alviobeira, um espaço que está sobre a responsabilidade do rancho.
Desde que a
escola primária nos foi cedida que o principal objetivo foi dar vida a este
espaço, transformando-o num palco de experiências memoráveis, aberto à aldeia e
a todos que a visitam.
Jorge Roberto, foi o convidado, do passado domingo, para um
espetáculo de caráter intimista e que recriou o ambiente de uma sala estar,
privilegiando a interacção com o público.
Depois de cerca de duas horas de pura magia musical e
poética todos ficaram contagiados pelo talento enorme deste artista autodidata “da cabeça aos pés”.
Concertos na
sala de estar é o conceito que queremos implementar, transformar a sala da escola primária num palco de
espetáculos, permitindo uma maior proximidade e onde o silêncio permite ouvir a
palavra.
A escola
primária, tem duas salas, uma transformada na sala de estar, onde se realizam
as atividades propriamente ditas e a outra sala foi transformada uma pequena
cafetaria. Com entrada livre, o espetáculo reuniu cerca de 60 pessoas, e
aqueceu a alma numa tarde de domingo fria e chuvosa.
O próximo evento
será no próximo mês de Março, domingo dia doze, dando assim continuidade ao
planeamento agendado para o espaço, garantido todos os meses, no segundo fim de
semana, uma atividade na nossa sala de estar.
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Etiquetas: Actividades
D. Emília
09 janeiro 2017
Um dos
principais objetivos de um Rancho Folclórico será o de recolher e preservar os
usos e costumes de um povo e transmiti-los às gerações futuras.
Dito desta forma
pode até parecer que gostamos de ficar presos a um passado e que ele nos
aprisiona e nos impede de ir mais além. Quem conhece o nosso trabalho sabe que
este passado que queremos preservar nunca nos impediu de ir mais além, de fazer
diferente, de arriscar, de ousar, de caminhar sempre com os olhos postos no
futuro, mas conhecendo a importância de conhecer o passado, para entender o
presente e sonhar o futuro.
Ao longo dos
vinte e oito anos do Rancho, já a caminho dos vinte e nove, fomos preservando
uma entidade cultural, etnográfica, folclórica, social e comunitária à medida
que fomos divulgando as raízes desta terra e das suas gentes.
Neste percurso,
que chamamos de vida, muitas foram as pessoas que cruzaram o nosso caminho, com
algumas, criámos empatia, partilhámos projetos e sonhos, convivemos, passando a
fazer parte de nós, atrevo-me a dizer para sempre.
A saudade fica
mais forte, aperta o peito e deixa os olhos rasos de lágrimas, quando vamos
perdendo algumas dessas pessoas, que passaram pela nossa vida, pela vida deste
Rancho, do Museu, da Associação, da Paróquia, da comunidade, da aldeia e que
contribuíram com o seu trabalho, presença e apoio para o seu crescimento e
desenvolvimento.
Não há como não
sentir uma certa nostalgia e saudade dos momentos partilhados, dos episódios
passados, das histórias vividas. É bom ter memórias, é bom fazer memória!
Nesta “nossa”
terra, que felizmente também é a de muita gente, tivemos o privilégio de
conviver com pessoas que sonharam o mesmo sonho e sempre nos apoiaram
incondicionalmente ano após ano, dia após dia, atividade após atividade,
fazendo desta Alviobeira uma terra onde acontece.
Quando perdemos
o Sr. António Dias, dizemos que tínhamos perdido o nosso fã numero um, mas o
Sr. António nunca estava sozinho, a seu lado estava a D. Emília e os dois,
durante muitos anos, ocuparam as cadeiras da primeira fila, para assistir a
muitas das atuações que este Rancho fez em festas, festivais, aniversários e
momentos de convívio. Sentimos sempre da sua parte um apoio incondicional, uma
presença que nos ajudava a continuar. Como era bom sentir os seus olhares orgulhosos
quando dançávamos e ter a certeza dos seus aplausos.
Passados quase
seis anos depois de nos despedirmos do Sr. António Dias é agora altura de nos despedirmos da D. Emília. Sabemos
que partiu serena, assim com serena viveu a sua vida.
A nós RFEA,
resta-nos agradecer a possibilidade que nos foi dada de conviver com ela.
O Rancho de
Alviobeira sente-se triste, mas continuará a fazer memória da vida e história
da D. Emília, assim de quantos contribuíram para aquilo que somos hoje.
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Etiquetas: Intimidades
VISITA AO LAR DE S. MARTINHO - IGREJA NOVA
13 dezembro 2016“A gente não leva nada desta vida”
José Martinho
Penso que o Sr. José Martinho queria dizer com esta frase é que por mais engraçado que possa parecer, pois é ai que normalmente gastamos as nossas forças, energias e preocupações, não levaremos desta vida bens materiais, posição social, casa, carros, dinheiro... nada...
Por incrível que pareça o que levamos desta vida são as coisas mais simples.
Levamos cada palavra, cada abraço, cada sorriso, cada beijo, cada olhar, cada demonstração de afeto....
Levamos o amor que sentimos pela nossa família, pelos nossos entes queridos pelos nossos companheiros, pelos nossos amigos....
Levamos as experiências da vida, os momentos partilhados, o tempo que “gastamos” com os outros...
Hoje ao visitar o lar da Igreja Nova para animar a festa de Natal, não conseguimos entrar sem antes admirar o espaço exterior e tirar uma foto junto à estátua do Sr. José Martinho, como alguém um dia lhe chamou, um homem de sonhos férteis.
Neste tempo de preparação para o Natal, onde as festas se sucedem, onde a agitação e o convite ao consumo imperam, saibamos fazer uma pausa para percebermos o que realmente importa.
E o que importa, é ser feliz, é fazer com que as pessoas ao nosso lado sejam felizes.
Valorizar a família, os amigos, a vida...
Penso que conseguimos hoje transmitir e viver essa felicidade que vem das coisas simples da vida e essa sim irá connosco para além desta vida.
Que neste Natal não percamos tempo a ter e conquistar mas a valorizar o que já temos e somos.
Vamos ser felizes, hoje e sempre, aconteça o que acontecer!
E que também nós a exemplo do José Martinho sejamos um grupo de sonhos férteis!
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Etiquetas: Actividades
III RONDA DAS ADEGAS
05 dezembro 2016
Nada melhor, nos dias frios do
Inverno, que uma bebida que aqueça o corpo, a alma e o coração. E o vinho é
mestre nesta arte.
Aqui o vinho parece dar mote a uma entusiasmante Ronda das Adegas, da qual fazem parte provas gastronómicas, prova de vinho, conversas, música, teatro, histórias, entre outras atividades.
O dia da ronda das adegas é intenso, as emoções sucedem-se, sobrepondo-se umas às outras e o tempo passa a voar, tornando difícil reter e enumerar tudo aquilo que nos vai na alma.
Já no dia seguinte, depois de uma noite bem dormida, ou não (não é fácil dormir quando as imagens passam na nossa cabeça como fosse a película de um filme antigo), as emoções ganham outro formato, enchem o coração e começam a deixar saudades.
É para nós um privilégio organizar a ronda das adegas, dá-nos a possibilidade de visitar locais que não conhecíamos, pessoas incríveis e disponíveis que abrem as portas das suas casas de par em par e onde nos sentimos completamente à vontade. É tão grande a generosidade de algumas pessoas que largamente compensa a pequenez de outras.
O trabalho que antecede a ronda das adegas é tão mais rico e importante para nós que propriamente o dia da Ronda. Parece que vamos recuando no tempo e passamos a fazer parte daqueles cenários e das suas histórias.
Os espaços começam a ganhar vida à medida que vamos fazendo as limpezas e decorações. As pedras parecem querer falar e falam de homens e mulheres, de trabalhos e ocupações, de relações e encontros, de vidas e sentimentos, de fé e esperanças….
E cada espaço conta uma história, única, pessoal, intensa e a memória está presente tanto no património material como imaterial.
E o património aparece então como preservador de uma memória, e o espaço, como veiculador da mesma, gera "lugares de memória" que observa o espaço físico (material) como suporte para a formação de uma memória coletiva (imaterial).
A Ronda das Adegas é uma oportunidade de passear pela nossa terra, de descobrir toda a sua beleza, por vezes ali mesmo ao virar da esquina. Oportunidade para valorizar a serenidade de dias com tempo, sem pressas, dias de convívio, de conversas, gargalhadas mas também de momentos de reencontro e renovação interior.
Ordenar a vida, dar valor às pequenas coisas, deixar o sol entrar por todos os poros e o calor humano aquecer todos os lugares mais frios e sombrios da alma, pode ser feito nesta Ronda.
Mais do que visitar adegas e beber vinho, trata-se de um dia de encontros, afetos, calor (.... e o vinho vai aquecendo a alma, acalmando o coração, iluminando o coração...) e como tal deve ser olhada e vivida como um tempo para voltar ao essencial, fazer com que a nossa atenção fique mais desperta, a nossa sensibilidade mais apurada para tudo aquilo que é essencial na nossa vida. Encarada desta forma torna-se espaço de partilha e de vida.
O dia da Ronda das Adegas, passado na nossa terra traz-nos à memória a nossa história e a certeza que o futuro constrói-se sobre os alicerces do passado e que neste sentido o RFEA tem feito um trabalho ímpar.
Queremos agradecer: aos donos dos espaços visitados, Carlos Costa, Anca Poiana, Vitor Girrassol, Abílio Santos Manuel e Elizabete Sousa, Deolinda Caetano, Júlia Costa, António Cabeleira, Eduardo Pereira, Manuel e Almerinda Mendes, Associação de Caçadores dos Casais, sem a vossa generosidade nada poderia ter sido feito, à Câmara Municipal de Tomar, pela disponibilização da chave da antiga Escola Primária de Cêras; aos "artistas", Tomás Rodrigo, Nuno Garcia Lopes, Kevin Magill, Hugo Minds, João Antunes, Paulo Silva, Patrícia Rodrigues e Ana Fernandes que animaram a ronda e a tornaram mais interessante e divertida; ao Mestre Xuan Wu pelo momento de Chi Kung; ao Manuel Azevedo o nosso cavaleiro de serviço ; à União de Freguesias Casais e Alviobeira e CRCA pelo apoio; aos componentes pela dedicação e por último mas não menos importante a todos que aceitaram participar nesta ronda e fizeram Alviobeira acontecer.
Aqui o vinho parece dar mote a uma entusiasmante Ronda das Adegas, da qual fazem parte provas gastronómicas, prova de vinho, conversas, música, teatro, histórias, entre outras atividades.
O dia da ronda das adegas é intenso, as emoções sucedem-se, sobrepondo-se umas às outras e o tempo passa a voar, tornando difícil reter e enumerar tudo aquilo que nos vai na alma.
Já no dia seguinte, depois de uma noite bem dormida, ou não (não é fácil dormir quando as imagens passam na nossa cabeça como fosse a película de um filme antigo), as emoções ganham outro formato, enchem o coração e começam a deixar saudades.
É para nós um privilégio organizar a ronda das adegas, dá-nos a possibilidade de visitar locais que não conhecíamos, pessoas incríveis e disponíveis que abrem as portas das suas casas de par em par e onde nos sentimos completamente à vontade. É tão grande a generosidade de algumas pessoas que largamente compensa a pequenez de outras.
O trabalho que antecede a ronda das adegas é tão mais rico e importante para nós que propriamente o dia da Ronda. Parece que vamos recuando no tempo e passamos a fazer parte daqueles cenários e das suas histórias.
Os espaços começam a ganhar vida à medida que vamos fazendo as limpezas e decorações. As pedras parecem querer falar e falam de homens e mulheres, de trabalhos e ocupações, de relações e encontros, de vidas e sentimentos, de fé e esperanças….
E cada espaço conta uma história, única, pessoal, intensa e a memória está presente tanto no património material como imaterial.
E o património aparece então como preservador de uma memória, e o espaço, como veiculador da mesma, gera "lugares de memória" que observa o espaço físico (material) como suporte para a formação de uma memória coletiva (imaterial).
A Ronda das Adegas é uma oportunidade de passear pela nossa terra, de descobrir toda a sua beleza, por vezes ali mesmo ao virar da esquina. Oportunidade para valorizar a serenidade de dias com tempo, sem pressas, dias de convívio, de conversas, gargalhadas mas também de momentos de reencontro e renovação interior.
Ordenar a vida, dar valor às pequenas coisas, deixar o sol entrar por todos os poros e o calor humano aquecer todos os lugares mais frios e sombrios da alma, pode ser feito nesta Ronda.
Mais do que visitar adegas e beber vinho, trata-se de um dia de encontros, afetos, calor (.... e o vinho vai aquecendo a alma, acalmando o coração, iluminando o coração...) e como tal deve ser olhada e vivida como um tempo para voltar ao essencial, fazer com que a nossa atenção fique mais desperta, a nossa sensibilidade mais apurada para tudo aquilo que é essencial na nossa vida. Encarada desta forma torna-se espaço de partilha e de vida.
O dia da Ronda das Adegas, passado na nossa terra traz-nos à memória a nossa história e a certeza que o futuro constrói-se sobre os alicerces do passado e que neste sentido o RFEA tem feito um trabalho ímpar.
Queremos agradecer: aos donos dos espaços visitados, Carlos Costa, Anca Poiana, Vitor Girrassol, Abílio Santos Manuel e Elizabete Sousa, Deolinda Caetano, Júlia Costa, António Cabeleira, Eduardo Pereira, Manuel e Almerinda Mendes, Associação de Caçadores dos Casais, sem a vossa generosidade nada poderia ter sido feito, à Câmara Municipal de Tomar, pela disponibilização da chave da antiga Escola Primária de Cêras; aos "artistas", Tomás Rodrigo, Nuno Garcia Lopes, Kevin Magill, Hugo Minds, João Antunes, Paulo Silva, Patrícia Rodrigues e Ana Fernandes que animaram a ronda e a tornaram mais interessante e divertida; ao Mestre Xuan Wu pelo momento de Chi Kung; ao Manuel Azevedo o nosso cavaleiro de serviço ; à União de Freguesias Casais e Alviobeira e CRCA pelo apoio; aos componentes pela dedicação e por último mas não menos importante a todos que aceitaram participar nesta ronda e fizeram Alviobeira acontecer.
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Etiquetas: Actividades
III RONDA DAS ADEGAS
16 novembro 2016Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
Etiquetas: Actividades, Tradições
ANDAIME-BAILÉU / ENTROCAMENTO
07 novembro 2016
Fotos: ANTÓNIO
FREITAS
Desmontávamos ainda
os andaimes, quando alguém dizia: “dá trabalho mas vale a pena!” Sim tudo vale
a pena quando a alma não é pequena lá dizia o nosso grande Fernando Pessoa.
O andaime foi
montado no palco da sala da Cultura do Pavilhão Municipal do Entrocamento no
passado dia 5 de Novembro e durante uma hora a "obra" aconteceu. Uma
hora de entrega total, onde se dá tudo, onde a vontade supera os nervos, onde
as emoções são muitas e sucedem-se a uma velocidade vertiginosa. Uma hora que
passa num segundo e que parece uma eternidade.
Os aplausos
enchem o coração, mas o corpo e a alma parecem “esgotados” após uma hora de entrega
total, sem reservas nem rede.
Agora o silêncio
apoderar-se de nós, (o silêncio do depois) a entrega total parece criar em nós
um vazio inexplicável, que roça a tranquilidade e a inquietude… é estranho e
até contraditório este sentimento que teima em aparecer no final dos
espetáculos… ou não…depois do brilho do palco, dos aplausos, do sucesso, do
esforço e da entrega total, vem o silêncio... e é preciso saber lidar com ele …
aprender a viver com ele…(não é fácil lidarmos com o nosso próprio silêncio).
O silêncio em si é a
oportunidade de perceber o que há dentro de nós, dentro das nossas mentes e
principalmente dentro dos nossos corações... e estes parecem querer dizer-nos
que não podemos parar...
Foi para este grupo um
privilègio poder "montar" o andaime no Entrocamento. Uma expriência
sempre única e enriquecedora
Depois da “obra” concluída é altura de tirar os andaimes e
arrumá-los quem sabe para voltar a
montá-los noutros palcos, noutras lugares, noutras cidades!
Por fim alguns agradecimentos que não podemos silenciar: à
Câmara Municipal do Entrocamento pelo empenho na divulgação de toda a nossa
atividade cultural e etno-folclórica, aos responsáveis pelo som e iluminação do
espetáculo pela amabilidade, disponibilidade e profissionalismo, ao Iúri Ramos
pela simplicidade, tranquilidade e
entendimento e por fim aos Alviobeirenses, amigos e familiares (que
fizeram questão em rever o espetáculo) pelo apoio incondicional. Assim voar é
mais fácil!
Publicada por Rancho F. E. Alviobeira 0 comentários
Etiquetas: Actividades
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